Saúde pública no Brasil pode ganhar força com a telemedicina

Telemedicina reduz em 70% a necessidade de remoção de pacientes e proporciona economia e qualidade na saúde pública.

saúde pública no Brasil tem diversos desafios relacionados à distribuição dos profissionais no país, grande extensão territorial e o fato de consistir em um sistema universal, ficando disponível para os quase 200 milhões de residentes.

Dado esse cenário, a implantação de soluções de tecnologia na área da saúde têm muito a agregar na disponibilidade do sistema, eficiência e cobertura. Uma dessas soluções é a telemedicina.

A telemedicina consiste no uso de tecnologia para promoção de diferentes serviços em saúde, educação, prevenção, diagnósticos e outros. O objetivo é reduzir as barreiras geográficas provocadas pela extensão territorial do país.

Como a telemedicina impacta a saúde pública no Brasil?

Engana-se quem pensa que a telemedicina é uma solução recente na saúde pública no Brasil. Na verdade, o principal programa na área, o Telessaúde Brasil Redes foi lançado em 2006 e já apresenta resultados consideráveis em diferentes locais do país.

O programa está presente em todos os estados. Em Minas Gerais e Rio Grande do Sul, por exemplo, a presença é intensa e já promoveu extensão da rede, maior capacidade de atendimento e facilidade aos pacientes e equipes.

Pesquisas foram realizadas nos dois estados e comprovou-se que a teleconsulta reduz a necessidade de remoção do paciente em 70% dos casos, podendo o atendimento ser realizado nas próprias Unidades de Saúde da Família. Além de proporcionar praticidade para os pacientes, a medida reduz custos de deslocamento no SUS.

Outro dado relevante é sobre a satisfação das equipes que utilizam o sistema de telessaúde. De acordo com a pesquisa, 67% afirmaram que a telessaúde ajudou a romper a sensação de isolamento e influenciou a decisão de continuar em locais remotos.

Esses dados comprovam que a telemedicina tem contribuído para a saúde pública no Brasil e a expectativa é que a especialidade ganhe ainda mais força. No início de 2019, o CFM publicou a resolução 2.227/18 que dispõe sobre a prática da telemedicina no país.

As novas regras expandem consideravelmente as aplicações da telemedicina no dia a dia das unidades de saúde, de forma que mais atendimentos, procedimentos e treinamentos podem ser realizados usando o recurso. A expectativa é que com a decisão mais benefícios da telessaúde impactem os sistemas públicos e privados de saúde.

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Quais os benefícios da solução?

O uso da telemedicina cresce desde a década de 1990 e, devido ao avanço tecnológico, proporciona mais benefícios para a população em geral, mas também para profissionais da saúde e gestores da área. Conheça os principais a seguir!

Redução de custos

Um dos primeiros e mais significativos benefícios da telemedicina é que ela permite aumentar a prestação de serviços em saúde e reduzir os custos ao mesmo tempo. Isso ocorre por diversos motivos, entre eles:

  • diminuição da necessidade de deslocamento dos pacientes e também de médicos;
  • solicitação de laudos a distância, agilizando a emissão e diminuindo os custos;
  • melhor aproveitamento dos recursos médicos;
  • maior capacidade logística, otimizando a distribuição de insumos e profissionais.

Ao reduzir os custos com operações, a telemedicina viabiliza que a solução seja implementada em mais localidades, levando os demais benefícios a regiões afastadas e com menos recursos.

Ampliação do acesso

A ampliação do acesso é um aspecto determinante, principalmente quando considerada a saúde pública no Brasil que visa à universalização dos serviços.

Uma vez que muitos atendimentos podem ocorrer por teleconsulta na própria unidade básica de saúde diminui a necessidade de deslocamento, o que faz com que mais pessoas das comunidades acessem esses serviços.

Além disso, a tecnologia permite que a assistência médica chegue a locais mais remotos, como regiões ribeirinhas, plataformas de petróleo, aldeias indígenas, sertão, entre outras áreas que fazem parte da realidade brasileira.

Manutenção de profissionais em regiões remotas

Como mostrado pela pesquisa de satisfação com profissionais que usam a rede de telessaúde no Brasil, o melhor suporte em regiões afastadas influencia diretamente a decisão de permanência nessas áreas.

A presença de profissionais de saúde em regiões afastadas é determinante para prover atendimento emergencial, mas também para mediar atendimentos realizados por meio de teleconsulta.

Qualidade do atendimento

A permanência de profissionais qualificados em regiões distantes e a viabilidade de atendimento com especialistas sem exigir a remoção do paciente são aspectos essenciais para que haja a melhora do atendimento em saúde.

Essas ações permitem mais consultas preventivas e também diagnóstico precoce de problemas de saúde. Esses dois fatores, por sua vez, contribuem para reduzir custos com assistência médica e melhoram a qualidade de vida do paciente e chances de sucesso no tratamento.

médico segurando uma prancheta anotando resultados de um exame

Estados já apresentam resultados com a telemedicina

Diversos estados já utilizam a telemedicina na saúde pública no Brasil como Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Bahia, Goiás, Pernambuco, Amazonas e outros. Um dos casos que se destacam é o de Minas Gerais.

No estado mineiro, o atendimento por telessaúde já é realizado em 710 municípios, o que corresponde a 83% do estado. São quase mil locais de atendimento e 1.900 equipes beneficiadas.

Já ocorreram mais de 60 mil teleconsultorias e o estado realizou mais de 2 milhões de laudos a distância em exames de eletrocardiograma. Atualmente, são cerca de 2 mil eletrocardiogramas analisados por dia utilizando um sistema de telerradiologia.

A solução também reduziu a necessidade de deslocamentos com pacientes, diminuindo os gastos com transporte, estadia e alimentação.

A estimativa é que 80% dos atendimentos por telessaúde evitam o deslocamento dos pacientes, reduzindo os custos do SUS. Em oito anos de utilização do programa a expectativa é que houve uma economia de R$ 80 milhões.

Verifica-se, portanto, que a telemedicina tem proporcionado melhorias reais na saúde pública no Brasil, impactando tanto pacientes, quanto equipes e gestores. Com a nova regra do CFM a expectativa é de expansão dos serviços de telessaúde e mais qualidade à população.

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