Passo a passo: como abrir uma empresa para clínica?

Calculadora, papel e uma caneta

Saiba quais as etapas para montar uma clínica considerando planejamento e estruturação!

Muitos médicos desejam montar uma clínica com o objetivo de ter mais independência, flexibilidade e lucro com a profissão.

Apesar das vantagens desse modelo, é essencial atentar-se às questões jurídicas, tributárias e organizacionais com o objetivo de ter um negócio mais sólido.

A seguir apresentamos os principais passos para montar a clínica e iniciar uma operação na área da saúde. Confira!

1. Definir a estrutura jurídica ao montar a clínica

O primeiro fator a ser definido é a estrutura jurídica da clínica. A Agência Nacional de Saúde (ANS) utiliza 54 tipos de classificação dependendo da atuação. Entre eles:

  • consultório médico com até duas especialidades;
  • consultório geral, no qual podem ser realizados procedimentos médicos acima de duas especialidades médicas;
  • clínica geral, autorizada a realizar pequenos procedimentos médicos.

Destaca-se que muitos médicos optam pela estrutura jurídica como pessoa física, essa opção acarreta uma carga tributária pesada, não sendo a mais recomendada.

Boas opções são a sociedade limitada, no caso de sócios, ou a Empresa Individual de Responsabilidade Limitada – EIRELI.

Essa definição afeta o planejamento tributário do negócio, sendo recomendado que se tenha auxílio de profissionais especializados, como advogados ou contadores.

2. Planejamento tributário

O segundo passo, ainda atendendo demandas legais, é definir o planejamento tributário ao montar uma clínica. Os tributos refletem na lucratividade do negócio e na própria viabilidade operacional. Algumas opções são:

  • lucro presumido: nessa modalidade há uma tabela fixa para cálculo dos tributos, de forma que se o lucro for menor, a empresa terá que pagar mais impostos do que deveria;
  • lucro real: nessa opção a tributação incide sobre o lucro líquido da empresa. Um benefício é que os tributos podem aumentar ou diminuir de acordo com a lucratividade do negócio. Por exemplo, se houver prejuízo em um período, a empresa fica dispensada do pagamento dos tributos;
  • Simples Nacional: tem como benefício à unificação de oito tributos (IRPJ, CSLL, PIS/PASEP, Cofins, IPI, ICMS, ISS e CPP) facilitando a gestão do negócio. Destaca-se que o faturamento máximo para que a empresa adote esse modelo é de R$3,6 milhões anuais.

Avalie o planejamento tributário com um especialista, minimizando as chances de se enquadrar em um modelo mais oneroso ao negócio.

3. Análise do investimento

O profissional interessado em saber como montar a clínica médica deve avaliar todos os custos envolvidos na abertura e operação do negócio, verificando o investimento inicial necessário.

Entre os fatores que devem ser considerados destacam-se: aluguel, conta de água, energia elétrica, internet, folha de pagamento dos funcionários, entre outros.

Além desses custos de manutenção existem aqueles relacionados à abertura da clínica como computadores, equipamentos médicos, estrutura da clínica, móveis, recepção, macas, cadeiras de rodas, insumos (medicamentos, injeções, curativos etc.), entre outros.

Atualmente, outro fator que deve ser considerado são os softwares para operação, como de gestão financeira, de radiologia, organização de agenda etc.

Avaliar esses elementos previamente garante que o investimento inicial e os gastos com manutenção nos primeiros meses ficarão dentro do planejado.

 

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4. Formalização da clínica e exigências específicas

A formalização da clínica médica após a definição jurídica e tributária passa por diversas etapas, além da necessidade de autorizações específicas para atuar na área da saúde. Entre as etapas para o registro da clínica estão:

  • Junta Comercial;
  • Secretaria da Receita Federal (CNPJ);
  • Secretaria Estadual da Fazenda;
  • Prefeitura do Município para obter o alvará de funcionamento;
  • enquadramento na Entidade Sindical Patronal;
  • cadastramento junto à Caixa Econômica Federal no sistema “Conectividade Social – INSS/FGTS”;
  • Corpo de Bombeiros Militar;
  • licença da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA);
  • licenças das Secretarias Estadual e Municipal de Saúde;
  • cumprimento da legislação específica, como a  Lei Orgânica da Saúde (Lei – 8.080), e a Lei 8.142.

Portanto, a análise detalhada dessas etapas é essencial tanto para atendê-las corretamente como para estipular os custos relacionados às licenças e registros específicos.

5. Definição do local e estruturação

Uma etapa importante na abertura da clínica médica é avaliar quem serão os pacientes. Por exemplo, atenderá por planos de saúde ou apenas consultas particulares.

Essas escolhas impactam no público-alvo da clínica, estratégias de divulgação e até mesmo na localização.

Caso opte por um público mais popular, como com o atendimento de diversos planos de saúde, deve-se optar por um local mais acessível de transporte público, como próximo ao metrô.

Já para consultas particulares é interessante manter a clínica em uma região mais próxima à região de residência desse público.

A estruturação também deve ser avaliada considerando as especialidades e serviços essenciais para clínica médica. Por exemplo, serão realizados exames de raio-x no local? Se sim, deve-se planejar corretamente a localização dos serviços.

 

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Entre as estruturas necessárias para uma clínica médica destacam-se: recepção, sala de espera, posto de coleta de exames laboratoriais, área de repouso, banheiros femininos, masculinos e de acessibilidade, sala administrativa, consultórios médicos, copa de apoio etc.

Portanto, ao montar uma clínica é importante que o profissional avalie todas essas questões previamente, considerando estrutura jurídica, tributária, de atendimento, serviços, especialidades etc. Um auxílio especializado é fundamental nessas etapas.

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