Diplopia: Entenda Todas as Novidades Sobre este Tema

Três estudos recentes envolvendo queixas de diplopia mostram como a correta avaliação desse sintoma está relacionada ao sucesso de um tratamento e à precocidade de um diagnóstico

A diplopia, conhecida popularmente como visão dupla, é uma condição oftalmológica em que o paciente “enxerga” duas imagens para o mesmo objeto. Ela pode estar relacionada a doenças oftalmológicas ou sistêmicas de diferentes complexidades.

A diplopia pode ser monocular (presente quando apenas um olho está aberto) ou binocular (presente com os dois olhos abertos, ausente quando um dos olhos é fechado).

Na diplopia monocular, existe algum fator que distorce a transmissão da imagem do olho para a retina, podendo formar mais de duas imagens. Suas causas mais frequentes são catarata, ceratocone e astigmatismo.

A diplopia binocular costuma ser caracterizada por um desalinhamento dos olhos e forma apenas duas imagens. Entre suas causas mais comuns, destacam-se paralisia do nervo craniano (III, IV e VI), lesão dos músculos extrínsecos do olho e estrabismo.

Além disso, a diplopia pode ter causas sem qualquer associação aparente com os olhos, como miastenia grave, botulismo, esclerose múltipla, AVCs e tumores cerebrais.

Como o fator causador da diplopia pode ser uma condição bastante grave, esse sintoma deve ser investigado a fundo com exames oftalmológicos e complementares, como tomografia de coerência óptica, tomografia axial computadorizada e ressonância nuclear magnética.

Novidades sobre a diplopia na literatura científica

Confira três novidades da literatura científica que envolveram a diplopia como elemento-chave no diagnóstico de um caso clínico raro, na decisão por um tratamento cirúrgico ou não e no diagnóstico precoce de uma doença grave:

Diplopia vertical persistente pós-facectomia e tireoidopatia

Em artigo publicado na Revista Brasileira de Oftalmologia em maio/junho de 2016, os autores descreveram o caso de uma paciente do sexo feminino de 69 anos que passou a apresentar diplopia vertical depois de facectomia extracapsular com anesteria peribulbar.

Outros fatoress levados em consideração no caso clínico foram a terapia com iodo radioativo para tratar hipertireoidismo 17 anos antes, o uso atual de levotiroxina e um câncer de mama removido cirurgicamente há 25 anos. Havia ainda um estrabismo concomitante.

Enquanto os exames de dosagem de TSH, T4 e anti-TPO estavam normais, a ressonância de órbitas com cortes coronais e axiais mostrou indícios de um leve espessamento da musculatura. A ducção forçada passiva, porém, descartou restrições musculares.

Com isso, foram descartados os diagnósticos de orbitopatia distireoidiana e miastenia gravis, além da heteroforia vertical (pois a paciente não havia apresentado início intermitente de evolução lenta).

Assim, consideraram-se como causas mais prováveis da diplopia um dano no músculo durante a aplicação da anestesia na cirurgia de facectomia ou à miotoxicidade do anestésico, sem possibilidade de determinação mais precisa.

Dessa forma, como o estrabismo da paciente era de pequeno ângulo e apresentou boa resposta com o uso de óculos associados a primas para longe e perto, resolvendo também a diplopia, descartou-se a necessidade de tratamento cirúrgico.

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A diplopia na proptose ocular associada a mucocele etmoidal

A diplopia apareceu como um dos sintomas que permitiram o diagnóstico de um caso raro de proptose ocular associado a mucocele etmoidal, conforme artigo publicado na Revista Brasileira de Oftalmologia de novembro/dezembro de 2017.

A mucocele sinusal consiste em tumores benignos de origem cística que oferecem risco de destruição óssea, sendo que 20% a 25% dos tumores surgem nos seios etmoidais. É bastante raro que essa condição apareça associada com proptose ocular (protusão anormal do globo).

O caso clínico foi registrado em um paciente de 27 anos do sexo masculino morador de Fortaleza, no Ceará. Ele procurou o hospital relatando baixa acuidade visual há 10 dias no olho direito.

Entre outros sinais e sintomas detectados no exame oftalmológico, o paciente relatou diplopia ao olhar para direita – sinal que aparece em 12,5% dos casos de mucocele.

Feita uma tomografia de crânio de urgência, detectou-se uma lesão sugestiva de mucocele etmoidal, com compressão do nervo óptico em sua porção nasal do lado direito. O paciente foi então submetido a uma cirurgia de etmoidectomia via nasal.

Trinta dias depois do procedimento, o paciente foi reavaliado e apresentou melhora da acuidade visual, resolução total da proptose, normalidade de movimentos oculares e ausência de diplopia.

Em casos com esse, o sucesso do tratamento está relacionado à sua realização imediata assim que a condição for detectada, aumentando as chances de recuperação das funções normais da visão.

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Diplopia como primeiro sintoma de esclerose múltipla

Em estudo publicado pela Revista Brasileira de Oftalmologia de março/abril de 2015, pesquisadores da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo investigaram a frequência da diplopia como primeiro sintoma da esclerose múltipla (EM).

Para isso, foram estudados 83 indivíduos com diagnóstico confirmado de EM pela análise do líquido cérebro-espinhal e pelo achado de desmielinização na ressonância nuclear magnética de cérebro.

Em 20,48% dos casos, foram encontradas alterações da motilidade ocular extrínseca, enquanto a diplopia foi o primeiro sintoma da doença para 13,25% pacientes – mostrando que essa condição é bastante relevante para o diagnóstico precoce da EM.

A telerradiologia no diagnóstico precoce

Além do tema diplopia, esses três estudos ressaltam a importância dos exames de imagem para confirmar ou refutar um diagnóstico – levando à decisão por um tratamento cirúrgico, ao descarte da cirurgia ou a um novo conhecimento sobre uma doença grave.

Nesse sentido, a telerradiologia oferece vantagens para médicos, pesquisadores e pacientes ao possibilitar serviços como o laudo a distância fornecido pela DiagRad.  

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