Doenças infecciosas: como a tecnologia está ajudando na profilaxia

Dengue, febre amarela, pneumonia e mais uma série de doenças causadas por microrganismos: veja como os avanços tecnológicos ajudam a preveni-las

O surto de febre amarela que atingiu diversos estados brasileiros este ano provocou uma corrida às clínicas e postos de saúde em busca da vacina, mas não impediu que mais de 400 pessoas fossem a óbito entre julho de 2017 e maio de 2018.

Outras doenças infecciosas, como dengue, zika, chikungunya, hepatite A, sífilis e gripe, também acometeram o Brasil nos últimos meses – além das chamadas doenças negligenciadas, como doença de Chagas, malária e leishmaniose.

Felizmente, os avanços da tecnologia estão oferecendo novas formas de prevenir essas doenças, desde possibilitar a criação de vacinas até evitar que os pacientes com doenças de alto contágio precisem se deslocar. Confira:

Manipulação genética de microrganismos para criar vacinas e antibióticos

Quando falamos em tecnologia na medicina, logo pensamos em máquinas e aparelhos e nos esquecemos de que os frascos contendo vacinas e medicamentos antibióticos também são fruto do desenvolvimento da Ciência.

Uma das maiores novidades na profilaxia de doenças infecciosas que já está disponível no Brasil é o Sistema CRISPR/Cas9, uma ferramenta da engenharia genética que facilita o diagnóstico dos agentes e o desenvolvimento de vacinas e antibióticos.

O Sistema CRISPR/Cas9 permite a modificação do genoma dos mais diversos organismos. Por exemplo, poderia se desenvolver um parasita geneticamente modificado que não causasse nenhuma doença, mas que despertasse uma resposta imune para criar anticorpos.

Ou seja, a manipulação genética do parasita com esse sistema permitiria o desenvolvimento de uma nova linhagem de parasitas “vacinais”, que não causam infecções, apenas estimulam o sistema imunológico a se proteger em longo prazo.

No Brasil, o Sistema CRISPR/Cas9 está sendo utilizado para estudar a leishmaniose, uma doença causada por um protozoário e transmitida pelo mosquito-palha, a qual pode levar à morte em suas formas mais graves.

Hoje, os estudos estão focados no genoma dos protozoários Leishmania major e Leishmania braziliensis, mas, com o desenvolvimento da tecnologia, ela também poderia ser aplicada na pesquisa dos mosquitos transmissores da dengue e da febre amarela, por exemplo.

Sistemas de alerta de epidemias: o gerenciamento de dados a favor da saúde

Os surtes e epidemias das doenças infecciosas recebem uma grande influência dos fenômenos climáticos e ambientais, pois o desenvolvimento dos patógenos e seus vetores dependem de determinadas condições.

Doenças presentes no Brasil, como dengue, zika, chicungunya, febre amarela, malária, doença de Chagas e leishmaniose, são afetadas pela umidade, temperatura e quantidade de chuvas, que influenciam a multiplicação dos mosquitos e outros transmissores.

Dessa forma, a observação desses fenômenos, a coleta de informações e o gerenciamento desses dados são aspectos fundamentais na prevenção das doenças infecciosas, de modo a “prever” quando um surto ou epidemia está prestes a surgir.

Hoje, contamos com uma infinidade de fontes dessas informações, desde sistemas de monitoramento das águas, sensores agrícolas e aéreos e até mesmo os satélites, que nos ajudam a detectar que as chances de uma doença infecciosa se espalhar estão aumentando.

O problema é que o cruzamento e a interpretação desses dados se tornaram uma tarefa extremamente complexa devido à quantidade de informações, e apenas um gerenciamento de dados muito eficaz, o chamado “Big Data”, permitiria detectar um surto em formação.

Por isso, os pesquisadores estão em busca de novos sistemas de gerenciamento, capazes de cruzar dados sobre o clima, o número de vetores viáveis e a geolocalização com a precisão e a rapidez necessárias para impedir a epidemia de se instalar.

Uma grande iniciativa nessa área é uma premiação promovida pela Comissão Europeia para o melhor sistema de alerta rápido de epidemias. Iniciado em abril de 2018, o concurso oferece 5 milhões de euros ao vencedor, que será conhecido no início de 2021.

Essa premiação visa a auxiliar o cumprimento da Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável da ONU, que, entre seus objetivos, inclui acabar com as epidemias de AIDS, tuberculose, malária, doenças tropicais negligenciadas, hepatites e DSTs, entre outras. Confira também sete softwares que todo hospital deve usar!

Telerradiologia: as novas possibilidades que a tecnologia deu aos exames de imagem

Outro avanço da tecnologia no combate às doenças infecciosas está no uso de exames de imagem para diagnosticar, monitorar o tratamento e acompanhar o curso da enfermidade.

Os populares exames de raios X, por exemplo, entre diversas outras funções, permitem desde a identificação de cáries até a confirmação do diagnóstico de pneumonias e tuberculose, possibilitando um tratamento correto e evitando uma piora no quadro.

A tomografia computadorizada, que também utiliza raios X, pode identificar infecções que acometeram diversas partes do corpo, incluindo crânio, abdômen, pelve, membros e tórax.

Já a ressonância magnética, que usa um campo magnético em vez dos raios X, como o próprio nome indica, permite o diagnóstico de infecções que atingem o cérebro, a medula espinhal, a coluna vertebral e as articulações, entre outras possibilidades.

Outra conquista da tecnologia em relação aos exames de imagem foi o desenvolvimento da Telerradiologia, uma das áreas da telemedicina que utiliza a tecnologia da informação e os meios de comunicação, em especial a internet, na prevenção e acompanhamento das doenças.

Ou seja, a Telerradiologia é uma metodologia que permite a análise de laudos a distância, seja para definir o diagnóstico ou para obter uma segunda opinião de forma rápida e acessível mesmo que o médico especialista esteja do outro lado do planeta.

Estima-se que clínicas e hospitais que têm parceria com empresas especializadas em telerradiologia, como a DiagRad, conseguem realizar 30% mais exames do que aqueles que não utilizam esses serviços.

Isso sem falar nos benefícios para os pacientes, que recebem laudos altamente confiáveis de forma muito mais rápida e sem precisar se deslocar para os grandes centros, fatores essenciais para evitar um agravamento no quadro.

No caso de doenças infecciosas de alto contágio, o fato de o paciente não precisar se deslocar para fazer o exame e receber o laudo com o diagnóstico representa também uma maior segurança, evitando que ele entre em contato com um número ainda maior de pessoas.

Dessa forma, essa inovação contribui para a contenção das doenças infecciosas, diminuindo as chances do surgimento de novos casos. Ou seja, mais um exemplo de como a tecnologia ajuda na prevenção não apenas individualmente, mas sim em toda a sociedade.

 


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