Quais são os tipos de câncer de mama e como diagnosticar rápido?

Conhecer os tipos de câncer de mama e quais exames permitem um diagnóstico mais rápido da condição é fundamental para começar precocemente o tratamento mais adequado

O câncer de mama consiste em um tumor maligno que afeta as mamas fazendo com que as células multipliquem-se de forma descontrolada. Devido à gravidade da doença é importante conhecer os tipos de câncer de mama e também como diagnosticar mais rapidamente a condição.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) esse tipo de câncer é o que mais afeta mulheres no mundo, correspondendo a 1,38 milhões de novos casos anualmente e aproximadamente 458 mil óbitos.

No Brasil, a estimativa do Ministério da Saúde é de mais de 52 mil novos casos anualmente, com uma correspondência de 52 a cada 100 mil mulheres. Os homens também podem ser afetados, ainda que com uma proporção bem menor, um homem com câncer de mama a cada 100 mulheres com o diagnóstico.

Nesse tipo de câncer ocorrem alterações genéticas que provocam o crescimento anormal e descontrolado de células mamárias, sejam dos ductos ou dos lóbulos. Conheça a seguir os principais tipos de câncer de mama e como é o diagnóstico da doença.

Quais os tipos de câncer de mama?

Existem diferentes tipos de câncer de mama que podem ser de maior ou menor agressividade e também mais ou menos raros, sendo importante conhecer quais são essas subdivisões e o que cada uma delas representa. Conheça os principais e mais comuns a seguir:

Carcinoma ductal

Consiste no tipo mais frequente de câncer de mama não invasivo, acometendo os ductos mamários. Essa subdivisão caracteriza-se por manter as células cancerígenas concentradas no ducto, ainda que tenha vários focos na mesma mama.

Dessa forma, esse tipo de câncer não invade outros tecidos ou difunde-se pela corrente sanguínea, entretanto, o carcinoma in situ tem potencial para que se torne um tumor invasivo.

tipos de câncer de mama

Veja mais – Outubro Rosa: Câncer de mama e a importância da descoberta precoce.

Carcinoma ductal invasivo

Esse câncer também afeta o sistema ductal da mama, mas se distingue por invadir os tecidos adjacentes, podendo espalhar-se para outros órgãos. Trata-se do tipo mais comum de tumor mamário invasivo, correspondendo a 65 a 85% destes casos.

Carcinoma lobular invasivo

Originando-se nos lóbulos mamários, esse é o segundo tipo mais comum de tumor invasivo. Esta neoplasia também tem o potencial de invadir os tecidos adjacentes, assim como órgãos distantes.

É comum que esses tumores apresentem receptores hormonais de estrógeno e progesterona na superfície. Frequentemente apresenta múltiplos focos na mesma mama, além de poder afetar as duas mamas.

Carcinoma inflamatório

O tipo mais agressivo de câncer de mama, mas também uma condição mais rara é o carcinoma inflamatório. Ele consiste em um tumor com comportamento bastante agressivo, que se apresenta frequentemente como um nódulo associado a uma acentuada inflamação naquela região da mama.

Este carcinoma têm maiores chances de espalhar-se pelo corpo e produzir metástase.

Doença de Paget

Um tipo mais raro de câncer de mama que representa entre 0,5 e 4,3% dos casos é a doença de Paget, que afeta a aréola e mamilos. Normalmente causa mudanças na aparência da pele, como uma crosta ou uma inflamação, provocando coceira, entretanto, também pode ser assintomático.

Existem outros tipos de câncer de mama que são menos comuns, como carcinoma cístico adenóide, metaplásico, medular, mucinoso, papilífero e tubular.  

Como diagnosticar o câncer de mama?

Independentemente dos tipos de câncer de mama, as chances de recuperação são significativamente maiores quando o diagnóstico é realizado precocemente, o que faz com que a agilidade na investigação do quadro seja essencial para aumentar as chances de sucesso.

Mamografia

A mamografia, juntamente com o autoexame, é uma das práticas mais comuns para um diagnóstico precoce do câncer de mama. Ela permite identificar nódulos e calcificações, sendo que a constatação de alguma anormalidade pode levar o médico a solicitar exames complementares.

A mamografia deve ser realizada anualmente em mulheres a partir dos 40 anos. No entanto, para população de maior risco, como pessoas que tem parentes de primeiro grau com a condição, o início do exame deve ser com 10 anos a menos que a idade na qual o câncer se manifestou no familiar.

Ultrassonografia

A ultrassonografia da mama é indicada como um complemento da mamografia, principalmente em mulheres com mamas densas, nas quais é mais difícil identificar nódulos pequenos.

Esse exame também costuma ser mais indicado para mulheres com menos de 25 anos, que possuem mamas mais sensíveis à radiação presente na mamografia. Ele ainda é indicado para verificar casos nos quais a mamografia apresentou alguma alteração.

Ressonância Magnética

A ressonância magnética apresenta indicações específicas, ela tem grande utilidade em mulheres com alto risco para câncer de mama, na avaliação de próteses mamárias e ainda nas pacientes com diagnóstico de tumor que apresentam indicação de quimioterapia. Ela pode ainda ser indicada para solucionar alguma dúvida não solucionada com mamografia e ultrassonografia.

Normalmente, esse exame ajuda o médico a confirmar o diagnóstico, verificar se há presença de metástase em outros locais do corpo e também analisar o tamanho do tumor.

Biópsia da mama

A biópsia mamária está indicada nos casos em que o tumor tem alguma suspeita de malignidade ou nos casos em que ele é provavelmente maligno. Tem como objetivo retirar pequenas amostras do tecido do tumor para poder avaliar a sua natureza e agressividade, auxiliando o médico a decidir como será o tratamento.

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Conclusão

Para um diagnóstico mais ágil do câncer de mama é possível utilizar os laudos a distância, nos casos de exames de imagem. Esse recurso permite que os exames sejam laudados por profissionais experientes e com urgência, devolvendo o resultado em até 30 minutos.

Conhecer os tipos de câncer de mama e quais exames permitem um diagnóstico mais rápido da condição é fundamental para iniciar um tratamento precocemente e aumentar as chances de cura.

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