Administração hospitalar: telessaúde e telemedicina cresce no país!

Brasil tem mais estabelecimentos usando telemedicina e tecnologia voltada para a saúde. Saiba mais!

Atualmente, a tecnologia tem sido usada com o intuito de facilitar processos, aumentar a rentabilidade e proporcionar mais eficiência nas empresas. Na área médica essa transformação também tem ocorrido e impacta diretamente na administração hospitalar.

Nos últimos anos, iniciativas como a telessaúde e a telemedicina foram determinantes para melhorar a gestão na área médica, tanto no que se refere aos processos, como também agilidade nos laudos, integração de prontuários e eficácia nos diagnósticos e tratamento.

Como resultado é possível obter um melhor prognóstico para os pacientes, o que demonstra o grande potencial da tecnologia em contribuir para a Medicina. Veja a seguir como está a telessaúde e a telemedicina no Brasil.

Número de iniciativas de telessaúde e telemedicina no Brasil

A edição 2017 da pesquisa TIC Saúde, realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), por meio do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) apresentou dados positivos que mostram a melhora na aplicação da tecnologia na área da saúde.

Os dados demonstram que no Brasil 81% dos estabelecimentos de saúde do país utilizavam algum sistema eletrônico para armazenamento das informações dos pacientes, um valor 15% maior do que em 2014 quando era de 66%.

Um dos usos mais recorrentes dos sistemas eletrônicos é para registro das informações dos pacientes. Nas instituições públicas, o uso da internet para essa função passou de 55% em 2014 para 68% em 2017, enquanto nos particulares o índice chega a 84%.

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A pesquisa indicou que as instituições de saúde, e também os pacientes, estão usando a tecnologia com mais fins, como:

  • 81% dos estabelecimentos mantêm os dados cadastrais dos pacientes em sistemas online;
  • 44% usam os sistemas para processar informações de admissão, transferência e alta dos pacientes;
  • 32% dos laudos médicos utilizam internet e sistemas digitais;
  • 23% utilizam a telerradiologia para imagens de exames radiológicos pela internet.

Além da aplicação da tecnologia para melhorar o atendimento médico em si, como diagnóstico e tratamento, esses recursos também são usados para facilitar a administração hospitalar, como:

  • 57% utilizam a internet para agendamento de consultas;
  • 67% para marcar exames ou cirurgias;
  • 45% para solicitações de exames laboratoriais;
  • 44% para pedir a realização de exames de imagens.

Portanto, os números indicam a crescente adoção da tecnologia e dos recursos digitais para facilitar os processos na área da saúde, considerando tanto o impacto direto aos tratamentos médicos como também na administração hospitalar.

Os serviços pacientes, por sua vez, também se adequam mais a esse novo cenário e demonstram que há uma tendência de crescimento no uso dos serviços médicos via internet. Essas conclusões são possíveis, pois:

  • 31% dos estabelecimentos utilizaram a internet para visualizar resultados de exames ante 24% em 2015;
  • 24% usaram o agendamento de exames pela internet, enquanto em 2015 eram 20%.

Nesse cenário, os estabelecimentos públicos vêm destacando-se, uma vez que 30% deles utilizavam a telemedicina para atividades educacionais a distância e 29% para atividades de pesquisa. Nas instituições privadas foram, respectivamente, 9% e 11%.

Entre os estabelecimentos de saúde públicos pesquisados pela TIC Saúde 2017, 90% deles contavam com computadores e 77% com internet, mantendo-se estável em comparação a pesquisa anterior.

Apesar da crescente demanda pela tecnologia da informação da área da saúde, o relatório demonstrou que há uma falta de profissionais com uma qualificação em informática médica, que consiste em um indicador de maturidade do local em relação a aplicação da tecnologia na área da saúde.

Entre os 22.600 estabelecimentos de saúde avaliados que possuíam uma área e TI, apenas 2.400 contavam com profissionais com formação em informática médica, o que demonstra um déficit de mais de 20 mil profissionais adequadamente capacitados para esse novo cenário.

Outro indicativo da tendência da tecnologia na saúde é o impacto esperado pelos profissionais da área que já veem a necessidade de adequação do setor para implementação de soluções de telessaúde e telemedicina na administração hospitalar.

Entre os profissionais ouvidos durante a pesquisa, 93% dos médicos e 91% dos enfermeiros afirmaram que a adoção de sistemas eletrônicos melhorou a eficiência dos processos de trabalho das equipes. Já o tratamento como um todo foi impactado de acordo com a opinião de 85% dos médicos e 88% dos enfermeiros.

Apesar da relevância, a formação desses profissionais para aplicação da tecnologia em saúde ainda é baixa. Nos 12 meses anteriores à pesquisa, apenas 17% dos médicos e 26% dos enfermeiros afirmaram ter participado de curso, treinamento ou capacitação na área de TIC em saúde.

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Como a telessaúde e a telemedicina contribuem na administração hospitalar?

Os números revelados pela TIC Saúde 2017 demonstram que a implementação de soluções de tecnologia integradas aos processos da área médica é uma tendência que dificilmente será revertida devido aos benefícios que possui.

Um dos principais benefícios que podem ser destacados em relação à telemedicina é a possibilidade de capacitação e estudo a distância dos profissionais que estão distantes dos centros urbanos e que precisam manter-se atualizados.

Nas instituições públicas, por exemplo, 48% dos estabelecimentos afirmam fazer parte de alguma rede de telessaúde, enquanto esse índice foi de 6% nas clínicas e hospitais privados, demonstrando o potencial dessas iniciativas no SUS.

Destaca-se ainda como benefício a redução dos custos, seja com deslocamentos de médicos ou pacientes, como também pelo melhor controle da administração hospitalar nos processos e recursos disponíveis.

A telessaúde e a telemedicina têm muito a agregar na área da saúde no Brasil. A pesquisa TIC Saúde que ainda falta uma qualificação adequada aos profissionais e mais investimento no setor particular, entretanto, a tendência apresenta-se como consolidada no país.

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