Rebaixamento dos níveis de consciência: como proceder nesses casos?

Conheça quais ocorrências estão relacionadas com menores níveis de consciência e como fazer a avaliação do paciente com esse quadro.

O rebaixamento dos níveis de consciência é uma condição que pode variar enormemente de gravidade, indo desde uma sonolência até um estado de coma profundo.

Devido esses fatores é fundamental saber como identificar os níveis de consciência no paciente e saber como proceder para minimizar os riscos à vida e aumentar as chances de um tratamento adequado para o caso.

As mudanças do estado mental é um motivo recorrente no atendimento emergencial em clínicas e hospitais. Esse tipo de alteração é observada entre 5 e 10% dos casos em emergências, sendo mais comum em idosos.

Os níveis de consciência também provocam uma alta taxa de internação, sendo que mais da metade dos pacientes que procuram ajuda médica por tais motivações são internados. A taxa de mortalidade da condição chega a 10% nesses pacientes.

A consciência dos indivíduos deve-se a estruturas localizadas no tronco cerebral, diencéfalo e no córtex cerebral, de forma que alterações nessas áreas ou nos hemisférios do cérebro podem causar mudanças ou rebaixamento dos níveis de consciência.

As origens para essas causas são diversas, como traumáticas, mas também podem ser metabólicas, tóxicas ou inflamatórias.

rebaixamento dos níveis de consciência

Tipos de rebaixamento dos níveis de consciência

A consciência pode ser dividida em dois grupos. O primeiro corresponde ao nível de consciência, também chamado de estado de vigília, o segundo refere-se ao conteúdo da consciência, que consiste nas funções cognitivas e respostas efetivas, tendo relação com a percepção do ambiente.

Dadas essas questões, os níveis de consciência de um paciente podem variar imensamente, sendo preciso conhecer quais os tipos e a gravidade de cada um deles. Conheça alguns dos principais a seguir.

Sonolência/letargia

Nesses casos há o rebaixamento dos níveis de consciência do paciente, entretanto, ele pode ser despertado com estímulos brandos, não consistindo em um caso grave.

Um nível pouco mais profundo de sonolência é o estupor, no qual o paciente necessita de estímulos mais repetidos e fortes para retomar a consciência.

Delirium

Uma alteração da consciência que provoca mudanças na percepção dos estímulos sensoriais, irritabilidade e desorientação. O paciente com essa condição também pode alternar entre momentos de agitação e sonolência.

Abulia

Condição na qual o paciente é afetado por uma severa apatia, apresentando redução ou ausência das respostas emocionais ou mentais, de forma a não reagir aos estímulos, ainda que tenha consciência sobre o ambiente. É mais recorrente em pacientes que sofreram lesões frontais bilaterais.

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Catatonia

Situação mais usual em quadros psiquiátricos, ocorre quando o paciente fica mudo e apresenta uma redução da atividade motora.

Mutismo acinético

Consiste em um estado de vigília com baixa consciência em relação ao ambiente. Normalmente, os pacientes nesse estado não conseguem mover-se ou comunicar-se, apresentando alterações cíclicas da vigília. Não há resposta aos estímulos dos tipos verbais ou táteis.

Coma

Um dos tipos mais extremos da condição é a ocorrência de coma, no qual o paciente fica inconsciente de si mesmo e do ambiente, não reagindo a estímulos de diferentes tipos e intensidades.

Morte encefálica

Tipo mais grave de rebaixamento dos níveis de consciência, pois, diferentemente do coma, essa situação apresenta irreversibilidade do quadro ainda que métodos artificiais permitam preservar órgãos periféricos.

Entretanto, a tendência é que após a morte encefálica o indivíduo apresente falência cardiovascular apesar do tratamento e venha a óbito.

Devido aos diferentes tipos de níveis de consciência e redução dessa característica é importante que o paciente seja corretamente diagnosticado para dar seguimento ao tratamento.

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Avaliando a consciência do paciente

Uma vez que as técnicas disponíveis não permitem analisar diretamente a consciência do paciente é importante reconhecer a complexidade desse tipo de avaliação clínica. Entre os fatores neurológicos que devem ser observados estão:

  • nível de consciência;
  • tamanho e resposta da pupila;
  • movimentação extrínseca do olho;
  • padrão respiratório;
  • resposta motora esquelética.

Normalmente a avaliação dos níveis de consciência do paciente é realizada utilizando a Escala de Coma de Glasgow, na qual uma nota é atribuída a cada tipo de resposta. São três a serem analisados, com as respectivas reações e notas:

  • abertura ocular: espontânea (4); ao comando verbal (3); a dor (2); ausente (1);
  • resposta verbal: orientado (5); confuso (4); palavras inapropriadas (3); sons incompreensíveis (2); ausente (1);
  • resposta motora: obedece a comandos verbais (6); localiza o estímulo (5); retirada à dor (4); resposta de decorticação (3); resposta de descerebração (2); ausente (1).

A escala pode ser usada tanto para identificar a gravidade do quadro do paciente quanto para verificar a evolução e resposta aos tratamentos, de forma a garantir um melhor prognóstico devido uma conduta mais exitosa.

Caso depare-se com pessoas com níveis reduzidos de consciência é fundamental garantir a estabilidade física do indivíduo e encaminhá-lo rapidamente para um atendimento emergencial, seja em clínicas ou hospitais.

Nesses casos, o médico responsável pelo atendimento pode solicitar diferentes exames, entre eles a ressonância magnética para identificar a atividade cerebral do paciente. Outros exames podem ser solicitados principalmente em casos de fraturas cranianas.

Reconhecer quais os tipos de rebaixamento dos níveis de consciência, como avaliar um quadro dessa natureza e como proceder nesses casos é fundamental para aumentar as expectativas de tratamento do paciente, podendo obter um prognóstico mais positivo da condição.

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