Por que Brasil deveria investir mais a favor da saúde

Investimentos tecnológicos em prevenção contribuiriam para que o país gastasse menos com tratamentos e medicamentos

Que saúde é um item fundamental todo mundo já sabe. O que muitas pessoas não entendem é por qual motivo muitas vezes os governos deixam os investimentos nessa área em segundo plano, gerando demandas maiores e que certamente poderiam ser prevenidas. Para saber como está o Brasil nessa história é preciso comparar o nosso país com outras nações.

Aqui, não vamos falar em números absolutos, mas no percentual do PB (Produto Interno Bruto) correspondente a cada país. A média mundial é de um investimento de 6,08% do PIB em saúde. No Canadá, por exemplo, esse percentual chega a 7,66%; na França são 9,04%; Espanha com 7,08% e Suíça com 6,97% são outros destaques. No Brasil esse número é de apenas 4,32%.

Ainda de acordo com os dados da OMS (Organização Mundial de Saúde), boa parte desse valor investido pelos brasileiros é pago pelos próprios usuários, ou seja, estamos falando dos planos de saúde particulares. Se esse percentual dependesse apenas dos investimentos do governo, infelizmente, teríamos números ainda piores.

No caso do Brasil, a população paga 47,5% da conta enquanto o governo arca com 52,5%. Já na média mundial é o inverso em investimentos: os governos pagam 57,6% dos gastos enquanto a população contribui com outros 42,3%. Esse indicativo é sintomático de que deveria haver mais investimento em saúde por aqui. Mas como deveria ser esse investimento?

 

A tecnologia como elemento revolucionário da medicina

Não é de hoje que a tecnologia tem sido o braço direito do avanço da medicina. Nas últimas duas décadas a maneira como nos relacionamos com médicos e como temos acesso aos resultados de exames mudou consideravelmente – e para melhor. Itens que no início custavam mais caro e eram acessíveis a apenas uma pequena parcela da população hoje começam a se fazer presentes mesmo em hospitais públicos.

Um dos exemplos que podemos utilizar para ilustrar todos esses avanços da medicina é a telemedicina, também conhecida como medicina à distância. Trata-se de um sistema, baseado única e exclusivamente na transmissão de dados e imagens via internet, que permite que mesmo pacientes em regiões mais distantes e com poucos recursos tenham acesso a consultas e diagnósticos com especialistas renomados.

É o caso da telerradiologia, modalidade que ganha mais espaço no Brasil a cada dia. Por meio dela é possível que um paciente faça seus exames regularmente, em uma clínica ou hospital, e possa obter um laudo especializado muitas vezes em menos de uma hora. Para que esse sistema funcione bem é preciso apenas que o estabelecimento de saúde tenha uma boa conexão com a internet.

Tão logo o exame é concluído, as imagens obtidas são enviadas diretamente para uma empresa de telerradiologia, onde especialistas de encarregam de estudar as imagens o mais rápido possível. Em alguns casos, é possível ter o resultado dos laudos em intervalos de tempo que variam entre 15 minutos e 1 hora. Na ampla maioria das ocasiões, os resultados são disponibilizados online em no máximo 24 horas.

 

 

cloud pacs

 

Qual a importância do aumento nos investimentos em saúde?

A regra é bastante simples: quanto maior for o investimento em políticas de prevenção e em metodologias que permitam o diagnóstico de uma determinada doença de forma mais rápida e precisa, maiores são as chances de que o paciente seja totalmente curado e com menos esforço. E é justamente por isso que alternativas de diagnóstico como a telerradiologia são tão importantes.

Vamos a um exemplo hipotético: suponha que em uma pequena cidade um paciente busque auxílio médico e para confirmar a suspeita de um linfoma será necessário fazer alguns exames. Em geral, o que ocorre é que entre a primeira visita ao médico e a consulta de retorno, já com os laudos de todos os exames mãos, muitas vezes se passam dois ou até três meses. A demora está na dificuldade em se conseguir uma consulta e, também no tempo de espera pelos laudos.

No caso de doenças mais graves, iniciar o tratamento com pelo menos três meses de antecedência resulta em uma diferença significativa nas chances de cura. Uma coisa é o tratamento de um câncer em estágio inicial, outra é tentar combatê-lo em um ponto em que ele já esteja mais avançado.

E não são apenas as chances do paciente que diminuem, mas também falamos dos custos do tratamento que aumentam. Isso inclui internações, medicamentos e a quantidade de consultas necessárias. Em outras palavras, a falta de prevenção ou de oportunidades de diagnóstico rápido pode ser considerada uma “economia burra”, uma vez que o se “economiza” em um momento, será gasto posteriormente em maior volume.

 

Empresas de telerradiologia são apenas um exemplo

Assim como as empresas de telerradiologia ilustram esse movimento de avanço da tecnologia na medicina, elas não são as únicas. Investimentos em ciência e pesquisa bem como a adoção de novas técnicas pelos hospitais e pelas clínicas são fatores que contribuem para o aumento da qualidade de vida da população.

Pressionar governos para que aumentem os seus orçamentos destinados a saúde é apenas uma das formas de garantir melhores condições de vida para a população. Os hospitais e as clínicas particulares devem seguir a mesma estratégia. Quanto mais rápido e eficiente for um atendimento, maiores são as chances de se salvar uma vida e menores serão os gastos com tratamentos.

Assim, todos terão cada vez mais oportunidades de ter acesso a uma medicina de qualidade, com tratamentos e metodologias de primeira linha.



Empresa de Telerradiologia

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