Densitometria óssea: os principais erros de diagnóstico e como corrigi-los

Exame de densitometria óssea ajuda no diagnóstico precoce de osteopenia e osteoporose, mas deve ser realizado dentro dos padrões.

A densitometria óssea é o exame indicado para realização do diagnóstico de osteoporose e da osteopenia, pois permite identificar sinais de perda de massa óssea de forma precoce e precisa. Atualmente, a técnica mais usada para esse exame é a DXA (Dual-Energy X-ray Absorptiometry).

Em geral, o exame de densitometria óssea é direcionado para áreas como coluna lombar, fêmur e terços distal do rádio por serem regiões mais vulneráveis a fraturas. O procedimento permite medir a massa óssea em g/cm² e identificar a osteoporose precocemente independentemente da etiologia. Entre os benefícios da técnica destacam-se:

  • tem uma rápida realização, tendo duração de cerca de 5 minutos;
  • é indolor e não invasivo;
  • permite identificar um resultado semelhante ao real, garantindo exatidão no diagnóstico.

Apesar dos benefícios do exame de densitometria óssea, um aspecto crítico refere-se aos erros relacionados com a realização do procedimento ou mesmo durante a interpretação dos resultados.

6 erros no exame de densitometria óssea

A seguir apresentamos sete erros comuns na realização do exame de densitometria óssea relacionados com as diferentes fases de suporte médico, como indicação, qualidade, aquisição, análise e interpretação

1. Não considerar as indicações do exame

Inicialmente, um primeiro erro relacionado ao exame está na falta de cuidado no que se refere a solicitá-lo para pacientes dentro do grupo de risco. Entre as situações nas quais é recomendado que o médico solicite a densitometria óssea estão:

  • para mulheres a partir dos 65 anos, no pós-menopausa ou na transição menopausal;
  • para homens entre 50 e 70 anos que tenham associados outros fatores de risco;
  • adultos fazendo uso de medicação específica para os ossos;
  • pessoas com doenças que provocam alterações na massa óssea;
  • para monitoramento do tratamento de osteopenia ou osteoporose;
  • mulheres que interrompem a reposição hormonal;
  • pessoas com índice de massa corporal baixo (menor que 19).

Caso tenha pacientes nessas condições pode ser necessária a realização da densitometria óssea para investigar possíveis problemas ósseos, principalmente no que se refere à saúde da mulher.

A imagem mostra a mão de duas pessoas idosas, uma sob a outra

2. Não verificar as contraindicações

Assim como não atentar-se às indicações do exame pode provocar erros médicos associados a recomendação, o radiologista responsável e médico solicitante devem ficar atentos às contraindicações que podem prejudicar a obtenção de resultados claros. Entre as situações prejudiciais destacam-se:

  • quando o paciente fez uso de suplemento de cálcio nas duas horas anteriores ao exame;
  • se tiver realizado exame contrastado de vias digestivas ou urinárias nas duas semanas que precederem o exame;
  • quando há impossibilidade de manter-se imóvel no período para realizar do exame (mal de Parkinson, por exemplo);
  • quando o paciente for obeso ou tiver um peso superior a 120kg;
  • mulheres grávidas.

Portanto, ao realizar a densitometria óssea nessas condições o resultado obtido pode não condizer com a realidade do estado do paciente, induzindo, inclusive, um tratamento inapropriado.

3. Adotar um critério de diagnóstico errado

Para que o exame de densitometria seja corretamente analisado é fundamental que o radiologista e médico responsável tenham à disposição as informações corretas sobre o paciente, o que influencia a classificação usada.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) a classificação usada nos exames deve ser:

  • normal ≥ -1.0 DP;
  • osteopenia -1,1 a -2.4 DP;
  • osteoporose < -2.5 DP.

No entanto, esse critério não deve ser usado no caso de adultos jovens (homens entre 20 e 49 anos e mulheres dos 20 aos 40 anos). Nesses casos, a recomendação de uso é do Z-score.

O Z-Score igual ou inferior a -2,0 DP é classificado como abaixo dos padrões indicados à idade, enquanto qualquer valor acima é considerado normal.

4. Desconsiderar a necessidade de periodicidade do exame

Muitos profissionais querem acelerar um diagnóstico acreditando que essa é a melhor opção para iniciar um tratamento precoce e evitar o agravamento da condição. No entanto, após um exame não é possível determinar se o paciente está perdendo, ganhando ou mantendo a massa óssea.

É fundamental nesses casos que o médico faça o acompanhamento da condição para determinar a velocidade da perda óssea e também indicar a terapêutica mais adequada ao caso.

A frequência de solicitação dos exames depende de fatores como sexo, idade, patologia etc. no entanto, em geral, recomenda-se que os exames comparativos sejam realizados em intervalos de 12 a 24 meses.

5. Cometer falhas no posicionamento ou aquisição

A capacitação do radiologista responsável é fundamental para que ele siga às orientações do fabricante, faça o controle de qualidade e corrija os erros, caso identificá-los. Em geral, um erro comum relacionado ao exame de densitometria óssea refere-se ao posicionamento do paciente.

No caso do exame realizado na coluna lombar, por exemplo, a indicação é que ela esteja centralizada, retificada, sendo possível ver a última costela e 1/3 da T12 e sem a presença de artefatos. Cada região tem indicações específicas que devem ser conhecidas pelo profissional.

Para auxiliar na qualidade do exame o paciente deve manter-se imóvel e ficar exatamente na posição indicada pelo radiologista.

6. Falta de especialização na emissão do laudo

Após as etapas referentes à indicação, qualidade e condução do exame é o momento da análise e interpretação dos dados, o que exige a presença de um profissional experiente para realizar uma leitura correta das informações presentes no exame.

Em muitas clínicas e hospitais essa etapa é conduzida por um radiologista generalista, ou seja, que não tem experiência no exame de densitometria óssea, o que torna mais comum o desconhecimento quanto às especificidades do exame e detalhes técnicos necessários na emissão do laudo.

A telerradiologia é uma solução que visa reduzir os erros de diagnóstico justamente por contar com profissionais especializados para realizar a emissão dos laudos médicos, incluindo no exame de densitometria óssea. A Diagrad pode oferecer esses e outros serviços, como laudos à distância, para clínicas e hospitais de todo o Brasil. Conte com a gente!

 

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