Ressonância magnética: como escolher o melhor aparelho para seu hospital?

Conheça os cinco critérios utilizados para a escolha de um aparelho de RM e as diferenças entre eles.

Uma das questões mais importantes de um setor de radiologia de clínica ou hospital é qual aparelho de ressonância magnética escolher se for realizar uma aquisição ou substituição.

Essa decisão é fundamental para o futuro do negócio e também para as finanças, afinal estamos falando em milhões de reais de investimento, o que não dá espaço para erros ou equívocos na escolha.

Um aparelho pode viabilizar determinados tipos de exame, mas impedir o atendimento a um tipo de paciente. Portanto, todas essas questões devem ser avaliadas previamente.

A seguir saiba quais os critérios utilizar na escolha do melhor aparelho de ressonância magnética e como essa definição impacta os negócios do seu hospital.

Quais critérios usar para escolher o aparelho de ressonância magnética?

Os diferentes tipos de aparelho podem impactar a prestação de serviço do hospital, influenciando a qualidade dos exames de ressonância magnética. Dessa forma, é essencial que o gestor conheça as especificações que devem ser avaliadas. Conheça a seguir!

Potência do aparelho

O primeiro aspecto a ser avaliado é a intensidade do campo magnético, que influencia a qualidade das imagens e o tempo de realização dos exames. Em geral, as opções disponíveis no mercado incluem desde menos de 1 até 3 Tesla de potência. Saiba quais as características a seguir:

  • abaixo de 1 Tesla: são equipamentos de campo aberto, incomuns de serem utilizados atualmente devido a baixa qualidade das imagens. O principal uso é para diagnóstico nas extremidades corporais;
  • 1 Tesla: são aparelhos de ressonância magnética mais antigos, fabricados até 2002, em média. Essas opções têm menos funcionalidades e uma qualidade de exame menor, podendo comprometer o diagnóstico. Ainda assim algumas áreas ainda utilizam esse equipamento, como a veterinária;
  • 1,5 Tesla: em geral, são os mais utilizados pelas clínicas de radiologia, tendo qualidade para realização da maior parte dos exames de rotina dos hospitais, com exceção da neurorradiologia. São indicados por apresentarem um elevado custo benefício;
  • 3 Tesla: com exceção de modelos ainda experimentais e focados em pesquisa, o modelo 3 Tesla é o mais potente para realização de ressonância magnética. Devido à elevada qualidade são recomendados para investigações neurológicas e musculoesquelético. Como aspecto negativo esse aparelho não apresenta proteção para portadores de marca-passo ou estudos para uso em mulheres grávidas.

Portanto, avaliar a potência do aparelho é determinante para viabilizar determinados tipos de exames na clínica.

Campo aberto ou fechado

Outro aspecto que deve ser analisado no equipamento de acordo com as demandas do hospital é sobre o campo de magnetismo. São duas as opções nesse tópico:

  • campo aberto: são os aparelhos nos quais não é necessário entrar dentro deles, o que impacta a qualidade da imagem que é reduzida nesse modelo. No entanto, o equipamento é indicado para atender pessoas claustrofóbicas, com obesidade avançada ou que precisam de exames apenas nas extremidades do corpo. São, em geral, de 1 Tesla;
  • campo fechado: opção mais comum no mercado e possui uma abertura que varia entre 60 e 70 cm pela qual o paciente é deslizado para realização do exame. Utilizado potência entre 1 e 3 Tesla, sendo equipamentos de qualidade elevada.

Assim, o perfil de pacientes da clínica impacta a opção campo aberto ou fechado, no entanto, dependendo do tipo de exame é essencial garantir potência devido à qualidade.

Veja também: Ressonância magnética: quais os tipos, o que ela identifica e quando é indicada

Bobinas de gradiente

Médico realizado exame em aparelho de ressonância magnética

Considerado o principal critério a ser avaliado na escolha do aparelho de ressonância magnética, consistem em bobinas eletromagnéticas (imãs) pequenas que permitem a localização espacial do sinal de RM nos eixos ortogonais X, Y e Z. Esse fator é avaliado em duas métricas:

  • amplitude: faz a medição da distância do campo magnético em uma direção;
  • velocidade de inclinação: avalia o tempo para que o sistema saia do zero e atinge o pico de amplitude.

Um equipamento de RM com mais potência nesses dois fatores apresentará qualidade superior, no entanto, há um impacto direto no preço.

Relação sinal-ruído

Para alguns esse aspecto é central na qualidade da imagem gerada. Uma relação sinal-ruído baixa faz com que o contraste entre diferentes tecidos possa ser obscurecido por ruídos exteriores.

Enquanto uma relação SNR elevada gera imagens com uma resolução espacial melhor e imagens mais rápidas por meio de técnicas de aquisição paralela.

Sistemas de radiofrequência (RF)

Os sistemas de radiofrequência é o que determina quantos canais independentes podem receber sinais das bobinas de RF. Quanto mais canais, maior o SNR do equipamento de RM, viabilizando a utilização de técnicas de aquisição paralela no aparelho.

Como vantagem dos aparelhos de ressonância magnética, todos eles viabilizam o uso do sistema PACS, permitindo o uso da telessaúde na clínica ou hospital, independentemente do tipo de aparelho utilizado.

Agora que você já sabe quais critérios utilizar para comprar um aparelho de ressonância magnética é indispensável analisar quais características mais vantajosas às particularidades e necessidades do hospital.

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