Tudo sobre Telerradiologia: informações e dicas sobre a telemedicina e suas especialidades

20/06/2017

Ameaça da diabetes: doença atinge cada vez mais os jovens

Entenda quais são as causas que levam um número cada vez maior de pessoas a se...

Entenda quais são as causas que levam um número cada vez maior de pessoas a serem acometidas por esse mal

Ainda hoje se associa o diabetes ao fato de uma pessoa ter idade mais avançada. Em linhas gerais, poucos olham para uma criança ou um adolescente e supõem que esse possa ser um mal acometido. Entretanto, uma série de fatores têm feito com que esse cenário se transforme de maneira radical e hoje o diabetes do tipo 2 afeta cada vez mais jovens.
Estima-se hoje que no Brasil pelo menos 9,2% a população tenha algum tipo de diabetes, percentual que nos coloca em pé de igualdade com os Estados Unidos. Para se ter uma ideia em 2010 apenas 6,4% da população brasileira sofria deste mal, de forma que a situação vem piorando em um ritmo bastante acelerado nesta última década.
Os dados da Federação Internacional de Diabetes (IDF), entidade ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS), são preocupantes. As principais causas para esses índices ruins são a obesidade e a falta de atividade física. Antes, essas eram características que apareciam apenas em uma idade mais avançada, mas esses maus-hábitos têm se revelado mais frequentes, mesmo em jovens ainda em idade escolar.

Atacando as principais causas

Infelizmente, não há dados específicos do Brasil relacionados ao aumento do índice de diabetes em crianças e adolescentes. Entretanto, pelos números próximos aos dos Estados Unidos é possível presumir que as causas e consequências, em linhas gerais, sejam as mesmas. Por lá dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) indicam que em 2008 23% das crianças tinham pré-diabetes enquanto em 2000 esse percentual não passava de 9%.

“Com o aumento da obesidade, aumenta o diabetes tipo 2. A população brasileira vem assumindo, cada vez mais, os padrões da população norte-americana, seja em hábitos de vida ou alimentação, assim incorporamos também os males”, explica Marcus Leitão, doutor em Endocrinologia pela UFRJ e médico do Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia (IEDE).
Para a IDF, os países são distribuídos em quatro grupos de risco, que variam de alto a baixo. Entre 2010 e 2013 o Brasil saiu do “médio baixo” para o “médio alto”. Em números absolutos, entretanto, com 11,9 milhões de pessoas acometidas por esse mal, perdemos apenas para três países no mundo: China (98 milhões), Índia (65 milhões) e Estados Unidos (24 milhões). A expectativa é que em 2035 o Brasil chegue a 19,2 milhões de diabéticos.

Prevenção e mudança de hábitos de vida

Pelo fato de o diabetes do tipo, em muitas ocasiões, ser uma doença que não apresenta sintomas, é grande o número de pessoas que nem sequer sabem que possuem essas características. A estimativa do IDF é que pelo menos 2,8 milhões de pessoas ainda não tenham feito nenhum exame para verificar essa possibilidade, mas sofram desse mal.
Assim, procurar um médico e, posteriormente, realizar os exames necessários em uma clínica ou hospital é o primeiro passo para que algo possa ser feito. Hoje, há muitas empresas que trabalham com recursos de telemedicina, o que permite laudos a distância de forma mais rápida e ágil. As empresas de telelaudo são um exemplo disso, pois conseguem muitas vezes entrega resultados de exames em cerca de 15 minutos.

ameaça da diabetes na adolescencia

Diabetes tipo 2 e melhorias no diagnóstico

Ao menos 80% dos casos de diabetes registrados na atualidade são do tipo 2, que está relacionado diretamente com a obesidade a um estilo de vida mais sedentário. Já no do diabetes tipo 1 estamos falando de uma doença autoimune e que exige que o paciente receba doses diárias de insulina. Nesses casos, a preocupação com os jovens é menor (10,4 a cada 100 mil habitantes), mas mesmo esses números vêm aumentando.
Outro fator a que se atribui o aumento no número de casos de diabetes é, curiosamente, a tecnologia. Há 20 anos, por exemplo, supunha-se que 20% dos diabéticos do tipo 2 eram magros, mas hoje se sabe que na verdade casos como esse são classificados como “lada” (sigla para diabetes autoimune latente do adulto), uma forma tardia de diabetes tipo 1.

Agilidade nos exames é um fator fundamental

Ainda é grande o número de pacientes que procuram auxílio médico, mas que acabam desistindo no meio do caminho por conta da demora em conseguir um tratamento adequado. A demora para a marcação de exames, aliada ao tempo excessivo na entrega dos resultados, faz com que, em muitos casos, se passem até três meses entre a primeira consulta e a consulta de retorno, com todos os resultados de exames disponíveis.
Uma tecnologia que está ajudando a mudar aos poucos esse cenário é a telerradiologia. Por meio dela, é possível que a clínica envie imediatamente após o exame, via internet, as imagens capturadas para uma central de telerradiologia. Lá, profissionais especialistas nas mais diversas áreas entram em contato em poucos instantes com o material e elaboram os laudos a distância em tempos que variam de 20 minutos a um dia.
Essa agilidade permite com que o paciente possa centralizar todos os seus exames em um só lugar e ter acesso rápido aos resultados. Dessa forma, o intervalo de espera cai consideravelmente, permitindo que em no máximo uma semana um tratamento possa ser iniciado, caso seja necessário. Se você ainda não conhece os benefícios da telemedicina, procure uma empresa de telerradiologia como a DiagRad para esclarecer todas as suas dúvidas sobre o assunto.

15/06/2017

9 motivos para investir em Telerradiologia na sua Clínica

Conheça algumas razões pelas quais vale a pena considerar a telerradiologia co...

Conheça algumas razões pelas quais vale a pena considerar a telerradiologia como metodologia de trabalho para o seu estabelecimento de saúde

Os avanços da telemedicina têm se mostrado cada vez mais presentes no dia a dia dos brasileiros. É cada vez maior o número de clínicas e hospitais que adotam a telerradiologia como uma metodologia de trabalho capaz de diminuir os custos e aumentar a qualidade dos resultados entregues para os pacientes.

Sucesso nos Estados Unidos e na Europa, a modalidade se desenvolveu expressivamente no Brasil nos últimos anos especialmente pelo fato de o país ter apresentado diversas melhorias no seu setor de telecomunicações. A internet banda larga, em especial, tem ampliado o seu alcance em regiões remotas do país e seu custo igualmente tem se tornado mais acessível.

Contudo, o avanço tecnológico não é a única razão para que clínicas e hospitais tenham decidido apostar as suas fichas na telemedicina no Brasil. Há uma série de motivos para serem levados em consideração que certamente vão representar uma economia significativa o final do mês. Some a isso o fato de não ser necessário fazer altos investimentos e à possibilidade de entregar resultados de melhor qualidade e em menor tempo.

Nesse artigo, listamos 9 razões para você investir em telerradiologia em sua clínica. Você verá que tudo é mais simples do que parece e que em poucos meses seus custos operacionais terão uma redução significativa.

Porque Investir em Telerradiologia

1 – Resultados de laudos mais rápidos

A partir do momento em que as imagens chegam a uma central de telerradiologia é rápido até que um especialista da empresa se debruce sobre as imagens e conclua o seu trabalho. Na maioria dos casos, temos os laudos prontos em 24 horas, podendo ficarem prontos até mesmo em menos de 20 minutos quando houver caráter de urgência.

2 – Menos mão de obra ociosa

Um dos grandes problemas para as clínicas que possuem profissionais contratados para elaboração de laudos é o fato que nem sempre toda a mão de obra está ocupada, o que gera custos desnecessários. Poucos funcionários podem sobrecarregar os processos em dias com maior demanda, mas muitos funcionários também podem fazer com que haja folga em dias com baixa demanda. A telerradiologia resolve esse problema de uma vez por todas.

3 – Laudos mais precisos

Quando as imagens chegam a uma central de telerradiologia elas imediatamente direcionadas a profissionais que são subespecialistas em um determinado assunto. Assim, um radiologista especialista em cabeça e pescoço, por exemplo, terá mais qualidade para elaborar laudos deste tema do que um profissional mais generalista, diminuindo assim a necessidade de refação de exames.

4 – Menor custo por exame

Uma das grandes vantagens do uso da telemedicina e da telerradiologia em geral é a diminuição dos custos. No caso da DiagRad, por exemplo, sua clínica pagará apenas pelos exames laudados, ou seja, não há um valor fixo ou uma quantidade mínima de exames que precisam ser realizados todos os meses. Isso garante uma economia significativa, especialmente em meses com baixa demanda.

5 – Menor investimento em servidores

Esqueça aquela necessidade de se investir pesado em servidores para armazenar imagens dos exames. Os custos de uma estrutura como essa geralmente são altos e requerem não apenas funcionários, como também salas climatizadas e compras sucessivas de itens de hardware. Com a telerradiologia, as imagens são enviadas pela internet para um servidor que as armazena na nuvem, garantindo privacidade e segurança.

6 – Menor investimento em softwares de segurança

O maior patrimônio que a sua clínica tem são as informações dos seus pacientes. Esses dados devem ser protegidos de tal forma que nunca caiam em mãos erradas. Para uma clínica convencional pode fica caro pagar pelas soluções de segurança mais modernas que existem no mercado. Contudo, quando essas soluções são disponibilizadas por meio de um sistema de telerradiologia todos têm acesso a um alto nível de confiabilidade, sem precisar gastar altas quantias por conta disso.

7 – Aumente o número de exames sem aumentar o número de colaboradores

Quando você tira da sua frente a responsabilidade pelos trabalhos mais burocráticos e delega-os para empresas especializadas, sobra mais tempo para que você possa se dedicar ao que realmente importa: atender os seus clientes. É comum que empresas que adotem a telerradiologia tenham a capacidade de ampliar o seu atendimento, fazendo mais exames no mesmo intervalo de tempo, sem precisar necessariamente aumentar o número de funcionários.

8 – Você pode utilizar especialistas em longas distâncias

Essa possiblidade é especialmente interessante para quem gerencia uma clínica que não está localizada em uma cidade grande. Aos estabelecimentos de saúde localizados nas cidades do interior têm dificuldades para atrair profissionais com currículo mais especializado, pelo fato de serem mais raros e mais caros nessas regiões. Com a telemedicina, é possível contar com eles mesmo à longa distância, o que é bom para o profissional, para o paciente e para a clínica.

9 – Maiores chances de cura para os seus pacientes

Infelizmente ainda não é raro que entre a primeira consulta de um paciente com o médico e a consulta de retorno, já com todos os exames realizados e devidamente laudados, se passem até dois ou três meses. Esse tempo todo, em casos mais graves, pode ser significativo no combate a algumas doenças. Em outras palavras, quanto antes o paciente tem a oportunidade de ter em mãos todos os resultados dos exames que fez, maiores são as chances de cura.

14/06/2017

Aplicativos de saúde: Apps para identificar problemas no Coração

Saiba como usar o seu celular para prevenir algumas doenças cardíacas   U...

Saiba como usar o seu celular para prevenir algumas doenças cardíacas

 

Uma das principais ferramentas que podemos dispor nos dias de hoje para cuidar da nossa saúde são os smartphones. Por meio dos milhares de apps disponíveis, é possível fazer acompanhamentos médicos e até mensurar alguns dados relativos ao nosso corpo. É o caso, por exemplo, dos batimentos cardíacos.

Há um grande número de aplicativos especializados em diagnosticar de como está o seu coração naquele momento. Embora esse tipo de análise não substitua de forma alguma a necessidade de uma visita ao médico, é importante que você possa se munir desses dados até mesmo para auxiliar o doutor a encontrar certos padrões de comportamento.

A lista de aplicativos relacionados às funções cardíacas é grande e vai desde aqueles mais completos até aqueles que apresentam até mesmo resultados duvidosos. Por isso, antes de sair confiando em qualquer resultado é preciso ficar atento à avaliação do aplicativo na loja e aos principais comentários existentes sobre ele.

Para dar uma força nesse quesito, listamos alguns dos principais aplicativos de saúde que podem ajudar você a monitorar os seus batimentos cardíacos. Os resultados podem servir como uma ótima ferramenta de apoio para que o seu médico identifique possíveis comportamentos anormais e possa sugerir um tratamento mais adequado em caso de problemas.

 

1 – Runtastic Heart Rate

runtastic app de saude

O app Runtastic é referência quando o assunto é mensurar dados relacionados à prática esportiva. O sucesso da empresa foi tanto que a Adidas acabou comprando a companhia e hoje mantém uma série de aplicativos voltados para o diagnóstico de saúde. O Runtastic Heart Rate é deles, capaz de elaborar um histórico relevante para a avaliação médica.

A versão gratuita do app permite que você possa medir os seus batimentos cardíacos três vezes por dia. Caso você queira fazer isso mais vezes será preciso adquirir a licença do app. Ao lado dos resultados você pode indicar o seu humor no momento bem como sua condição física (se descansando, correndo ou caminhando, por exemplo).

Clique aqui para baixar o app Runtastic Heart Rate para Android

Clique aqui para baixar o app Runtastic Heart Rate para iOS

 

2 – Cardiogram

Cardiogram Aplicativo de Saude

Um dos aplicativos mais completos do gênero está disponível, ao menos por enquanto, apenas para os dispositivos da Apple. Trata-se do Cardiogram, desenvolvido por pesquisadores da Universidade da Califórnia. Ele é conta com versões para iPhone e Apple Watch e é na integração entre o relógio e o celular que está o grande mérito do aplicativo.

O programa detecta fibrilação auricular, ou seja, a condição médica que pode levar você a ter um acidente vascular cerebral (AVC). Para isso, basta instalar o aplicativo no seu celular e usar o Apple Watch para mensurar os batimentos cardíacos. Os picos de frequência cardíaca ficam registrados e seu médico pode utilizar os dados para identificar com maior precisão eventuais atividades em que você tenha mais risco de ter a sua saúde prejudicada.

Clique aqui para baixar o app Cardiogram para iOS

 

3 – Monitor de Frequência Cardíaca

Ritmo Cardíaco Instante

Por fim, fechamos a nossa lista de aplicativos de saúde sugeridos com um dos apps mais bem-sucedidos da atualidade, líder do segmento em vários países. Estamos falando o Monitor de Frequência Cardíaca (que na App Store pode ser encontrado pelo nome de Ritmo Cardíaco Instante+). O app foi destacado pela própria Apple como um dos mais recomendados para o uso dos seus consumidores.

Para fazer a medição basta colocar o dedo sobre a lente da câmera. Um sinal é enviado e as ondas medem qual é a intensidade dos seus batimentos cardíacos. Você pode adicionar anotações a cada resultado ou tags e depois conferir o histórico em um gráfico. Por fim, o app conta ainda com alguns programas de treinamento que permitem que você faça exercícios físicos visando fortalecer a o seu coração.

Clique aqui para baixar o app Monitor Cardíaco de Frequência para Android

Clique aqui para baixar o app Monitor Cardíaco de Frequência para iOS

 

Nada substitui a visita ao médico e os exames

Por mais que os aplicativos de saúde para celular possam dar uma força na hora de conseguir mais dados sobre o seu coração, é importante lembrar que nada substitui os exames e laudos médicos, que você faz em uma clínica ou hospital. Como exemplo disso, podemos citar os exames de imagem, cujo avanço foi significativo nos últimos anos graças à telerradiologia.

O alto grau de precisão e qualidade das imagens, aliados a laudos precisos de especialistas em radiologia faz com que o índice de erros em análises como essas seja baixíssimo. Some a isso o fato de que os aplicativos de saúde existem apenas para coletar dados e apontar algumas características em comum nos gráficos.

O veredicto final sobre uma determinada condição sempre ficará sob a responsabilidade de um médico, de forma que o uso de aplicativos não substitui o profissional de medicina de forma alguma. A ideia é que unindo todas as ferramentas – visita ao médico, exames médicos e aplicativos de saúde – você possa ter um referencial maior para a tomada de decisões.

Vale lembrar que o número de apps disponíveis para a realização dessa função é grande, mas nem todos têm a mesma eficácia. Por isso, de preferência aos itens que indicamos nessa lista, cuja qualidade é comprovada, é fuja daqueles em que os resultados não fazem muito sentido.

08/06/2017

Por que Brasil deveria investir mais a favor da saúde

Investimentos tecnológicos em prevenção contribuiriam para que o país gastas...

Investimentos tecnológicos em prevenção contribuiriam para que o país gastasse menos com tratamentos e medicamentos

Que saúde é um item fundamental todo mundo já sabe. O que muitas pessoas não entendem é por qual motivo muitas vezes os governos deixam os investimentos nessa área em segundo plano, gerando demandas maiores e que certamente poderiam ser prevenidas. Para saber como está o Brasil nessa história é preciso comparar o nosso país com outras nações.

Aqui, não vamos falar em números absolutos, mas no percentual do PB (Produto Interno Bruto) correspondente a cada país. A média mundial é de um investimento de 6,08% do PIB em saúde. No Canadá, por exemplo, esse percentual chega a 7,66%; na França são 9,04%; Espanha com 7,08% e Suíça com 6,97% são outros destaques. No Brasil esse número é de apenas 4,32%.

Ainda de acordo com os dados da OMS (Organização Mundial de Saúde), boa parte desse valor investido pelos brasileiros é pago pelos próprios usuários, ou seja, estamos falando dos planos de saúde particulares. Se esse percentual dependesse apenas dos investimentos do governo, infelizmente, teríamos números ainda piores.

No caso do Brasil, a população paga 47,5% da conta enquanto o governo arca com 52,5%. Já na média mundial é o inverso em investimentos: os governos pagam 57,6% dos gastos enquanto a população contribui com outros 42,3%. Esse indicativo é sintomático de que deveria haver mais investimento em saúde por aqui. Mas como deveria ser esse investimento?

 

A tecnologia como elemento revolucionário da medicina

Não é de hoje que a tecnologia tem sido o braço direito do avanço da medicina. Nas últimas duas décadas a maneira como nos relacionamos com médicos e como temos acesso aos resultados de exames mudou consideravelmente – e para melhor. Itens que no início custavam mais caro e eram acessíveis a apenas uma pequena parcela da população hoje começam a se fazer presentes mesmo em hospitais públicos.

Um dos exemplos que podemos utilizar para ilustrar todos esses avanços da medicina é a telemedicina, também conhecida como medicina à distância. Trata-se de um sistema, baseado única e exclusivamente na transmissão de dados e imagens via internet, que permite que mesmo pacientes em regiões mais distantes e com poucos recursos tenham acesso a consultas e diagnósticos com especialistas renomados.

É o caso da telerradiologia, modalidade que ganha mais espaço no Brasil a cada dia. Por meio dela é possível que um paciente faça seus exames regularmente, em uma clínica ou hospital, e possa obter um laudo especializado muitas vezes em menos de uma hora. Para que esse sistema funcione bem é preciso apenas que o estabelecimento de saúde tenha uma boa conexão com a internet.

Tão logo o exame é concluído, as imagens obtidas são enviadas diretamente para uma empresa de telerradiologia, onde especialistas de encarregam de estudar as imagens o mais rápido possível. Em alguns casos, é possível ter o resultado dos laudos em intervalos de tempo que variam entre 15 minutos e 1 hora. Na ampla maioria das ocasiões, os resultados são disponibilizados online em no máximo 24 horas.

 

 

cloud pacs

 

Qual a importância do aumento nos investimentos em saúde?

A regra é bastante simples: quanto maior for o investimento em políticas de prevenção e em metodologias que permitam o diagnóstico de uma determinada doença de forma mais rápida e precisa, maiores são as chances de que o paciente seja totalmente curado e com menos esforço. E é justamente por isso que alternativas de diagnóstico como a telerradiologia são tão importantes.

Vamos a um exemplo hipotético: suponha que em uma pequena cidade um paciente busque auxílio médico e para confirmar a suspeita de um linfoma será necessário fazer alguns exames. Em geral, o que ocorre é que entre a primeira visita ao médico e a consulta de retorno, já com os laudos de todos os exames mãos, muitas vezes se passam dois ou até três meses. A demora está na dificuldade em se conseguir uma consulta e, também no tempo de espera pelos laudos.

No caso de doenças mais graves, iniciar o tratamento com pelo menos três meses de antecedência resulta em uma diferença significativa nas chances de cura. Uma coisa é o tratamento de um câncer em estágio inicial, outra é tentar combatê-lo em um ponto em que ele já esteja mais avançado.

E não são apenas as chances do paciente que diminuem, mas também falamos dos custos do tratamento que aumentam. Isso inclui internações, medicamentos e a quantidade de consultas necessárias. Em outras palavras, a falta de prevenção ou de oportunidades de diagnóstico rápido pode ser considerada uma “economia burra”, uma vez que o se “economiza” em um momento, será gasto posteriormente em maior volume.

 

Empresas de telerradiologia são apenas um exemplo

Assim como as empresas de telerradiologia ilustram esse movimento de avanço da tecnologia na medicina, elas não são as únicas. Investimentos em ciência e pesquisa bem como a adoção de novas técnicas pelos hospitais e pelas clínicas são fatores que contribuem para o aumento da qualidade de vida da população.

Pressionar governos para que aumentem os seus orçamentos destinados a saúde é apenas uma das formas de garantir melhores condições de vida para a população. Os hospitais e as clínicas particulares devem seguir a mesma estratégia. Quanto mais rápido e eficiente for um atendimento, maiores são as chances de se salvar uma vida e menores serão os gastos com tratamentos.

Assim, todos terão cada vez mais oportunidades de ter acesso a uma medicina de qualidade, com tratamentos e metodologias de primeira linha.

06/06/2017

Células-tronco crescem em laboratório pela primeira vez

Pesquisa em desenvolvimento foi publicada no mês de maio pela revista Nature, u...

Pesquisa em desenvolvimento foi publicada no mês de maio pela revista Nature, uma das mais conceituadas do mundo.

 

Pela primeira vez, cientistas conseguiram reproduzir em laboratório as células-tronco. A informação foi publicada na edição de maio da revista Nature, uma das publicações científicas mais conceituadas do mundo. A possibilidade de essa técnica se tornar mais frequente ainda é uma incógnita, mas apresenta bons prognósticos para o futuro da medicina.

As células-tronco são as células primitivas do corpo humano, produzidas durante a formação do organismo, capazes de dar origem a outras células. Elas podem ser obtidas por diversos métodos, entre eles a partir dos embriões recém-fecundados (sejam eles criados por fertilização in vitro ou com finalidade de pesquisa).

Por terem um poder autorreplicativo, cientistas acreditam que podem utilizá-las para que produzam cópias de si mesmas, sendo vistas como elementos-chave para identificar formas de cura de doenças genéticas ou, ainda evitar que outras doenças se proliferem, como é o caso do câncer.

 

Independência de doadores

“Essa é uma grande descoberta”, explica Carolina Guibentif, pesquisadora da Universidade de Cambridge, na Inglaterra. Segundo ela, se for possível desenvolver células-tronco em laboratório de forma segura e em números suficientemente altos, a dependência de doares diminuiria.

Em um adulto saudável, as células-tronco do sangue são encontradas na medula óssea, onde elas são responsáveis pelos suprimentos de glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas. Essas células desenvolvidas em laboratório poderiam ser utilizadas para o tratamento de pessoas com doenças sanguíneas e leucemia. Elas poderiam ainda ser utilizadas para criar sangue para as transfusões.

Quando essas células não funcionam corretamente elas não conseguem levar um suprimento adequado para as células sanguíneas. Em razão disso, não há oxigênio suficiente para todos os tecidos do corpo. Essa falha pode casar doenças graves caso órgãos como o coração sejam afetados. As células estaminais podem ser eliminadas do corpo por meio de quimioterapia, em casos de leucemia e outros tipos de câncer.

As pessoas com esses distúrbios tendem a ser tratadas com medula-óssea de um doador saudável. A dificuldade maior é de encontrar uma que seja compatível. Em teoria, as chances de se conseguir uma delas a partir de um irmão saudável é de uma em quatro, mas no caso de células obtidas a partir de um estranho, a possibilidade de sucesso passa a ser de uma em um milhão.

 

celulas tronco em laboratorio

 

Literalmente, fazendo células

Na tentativa de criar células-tronco em laboratório, o pesquisador George Daley, da Harvard Medical School, juntamente com os seus colegas, começou pelas células-tronco pluripotentes humanas, ou seja, aquelas que têm o poder de formar qualquer outro tipo de célula corporal. A equipe procurou produtos químicos que pudessem estimulá-las a se tornar células-tronco do sangue.

Depois de estudar os genes envolvidos na produção os pesquisadores identificaram proteínas que controlam esses genes e os aplicaram às células-tronco. Depois de testar muitas combinações eles encontraram cinco compatíveis e fizeram com que essas células-tronco trabalhassem para se transformar em células-tronco do sangue.

Essas células foram colocadas posteriormente em camundongos e eles passaram a produzir novos glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas. “Estamos muito entusiasmados com os resultados, é muito legal”, afirma Daley. Ainda segundo o pesquisador, após o primeiro grupo obter esses bons resultados, um segundo grupo foi criado, em outra localidade, para testar a mesma técnica.

Foi a vez de Raphael Lis e seus colegas, no Weill Cornell Medical College, de Nova York, retirarem células das paredes dos pulmões dos animais, seguindo a ideia de que células semelhantes em um embrião foram, possivelmente, as primeiras células-tronco do sangue do corpo. Os resultados obtidos pela equipe indicaram quatro fatores que poderiam fazer com que essas células-tronco se reproduzissem da maneira esperada.

 

Pesquisa em células-tronco: um grande passo à frente

Os resultados de ambas as pesquisas representam um grande avanço para a medicina, futuramente para Telemedicina também. Trabalhando em células epiteliais de ratos adultos, Lis e sua equipe demonstraram que a façanha poderia ser alcançada por meio da retirada de células de uma pessoa adulta. Já a equipe de Daley usou células-tronco humanas que, em teoria, poderiam ser feitas a partir de células da pele. Com isso, cresce a expectativa que o sangue humano feito em laboratório seja o próximo passo.

Apesar dos avanços significativos, Daley deixa claro que as células-tronco feitas em laboratório ainda não estão prontas para serem usadas em seres humanos. O pesquisador explica que, embora os testes com ratos tenham sido satisfatórios, ainda existe a possibilidade de essas células, que não têm núcleo, possam se modificar e causar câncer.

Contudo, uma vez que o procedimento for aprimorado, essas células podem ser capazes de criar plaquetas e glóbulos vermelhos para uso hospitalar. A estimativa do pesquisador é de que leve pelo menos mais dois anos para que esse estágio possa ser alcançado.

“Eventualmente esperamos que essas células possam ser usadas para criar sangue total, adequado para transfusões. Se esse nível for atingido, o fornecimento seria mais confiável do que aquele obtido pelos doadores, além de ser completamente livre de doenças”, explica George Daley.

 

Pesquisas em muitas localidades

O exemplo das pesquisas realizadas nos Estados Unidos e na Inglaterra são apenas dois entre tantos que estão em desenvolvimento no mundo na atualidade. Apesar de o tema ser bastante controverso, com muitas polêmicas girando em torno das pesquisas com células-tronco, muitos países se mostraram mais permissivos a esses testes.

No Brasil, é permitida a utilização de células-tronco obtidas a partir de embriões humanos para fins de pesquisa e terapia, desde que sejam embriões considerados inviáveis ou estejam congelados por mais de três anos. Em todos os casos, entretanto, é necessário o consentimento dos doadores.

 

Saiba mais em nosso Blog de Telerradiologia:

30/05/2017

Proptose ocular após TCE – Caso clínico Masculino

Um paciente do sexo masculino apresentava proptose ocular após ter sofrido um t...

Um paciente do sexo masculino apresentava proptose ocular após ter sofrido um traumatismo crânio-encefálico. A proptose consiste no deslocamento repentino do bulbo ocular, que se projeta para uma posição mais anterior.

No exame de imagem, foi observado um aumento do seio cavernoso direito associado com uma dilatação da veia oftálmica superior direita. No corte coronal, foi possível observar também um edema da musculatura extrínseca ocular e uma leve densificação da gordura intraconal.

A avaliação clínica do paciente revelou exoftalmia pulsátil com sopro. edema/eritema orbitário, redução da acuidade visual e cefaleia.

 

Diagnóstico

De posse dos exames de imagem, os analistas especializados na emissão de laudos a distância chegaram ao diagnóstico de fístula carótido-cavernosa.

 

Fístula Carótido-Cavernosa

Essa condição consiste em uma comunicação (conexão) entre a circulação arterial proveniente do sistema carotídeo com o sistema venoso por meio do seio cavernoso. A fístula carótido-cavernosa pode ser classificada em dois tipos: direta e indireta.

A fístula direta consiste na comunicação direta entre o segmento intracavernoso da artéria carótida interna com o seio cavernoso. A maioria dos casos é decorrente de traumatismo crânio-encefálico, acontecendo com maior frequência em pacientes jovens do sexo masculino (que é o caso do paciente deste caso clínico).

A fístula indireta, por sua vez, consiste comunicação entre ramos da artéria carótida (interna ou externa) com o seio cavernoso. Essa condição pode ocorrer após revascularização de um seio cavernoso trombosado. A maior parte das ocorrências demonstra uma predileção por pacientes do sexo feminino no período da pós-menopausa, com evolução mais insidiosa.

 

Diagnósticos diferenciais

Os diagnósticos diferenciais para o caso clínico apresentado por este paciente consistiram em três possibilidades:

  • Doença de Graves: consiste na exoftalmia bilateral decorrente da doença de Graves. Essa doença se caracteriza pelo aumento da musculatura ocular extrínseca bilateral, poupando os tendões de inserção dos músculos. Na maior parte dos casos, o paciente não sente dor.
  • Pseudotumor Orbitário: trata-se de uma doença inflamatória idiopática geralmente unilateral que apresente uma evolução rápida. É uma condição que provoca exoftalmia, dor ocular e diplopia. O pseudotumor pode causar aumento da musculatura extrínseca ocular, envolvendo inclusive os tendões de inserção.
  • Síndrome de Tolosa-Hunt: é definida por uma oftalmoplegia dolorosa decorrente de processo inflamatório ao redor do seio cavernoso. Trata-se de um diagnóstico de exclusão.

 

Diagnósticos mais precisos

Nem todos os exames realizados são de rotina ou apresentam características simples de serem identificadas. A literatura médica é muito ampla, de forma que para um profissional generalista, com é o caso daqueles que atuam em hospitais e clínicas, a identificação de nuances mais específicas de um caso pode não ser tão clara quanto para especialistas em telemedicina.

É justamente nesse contexto que a telerradiologia, um dos ramos da medicina que mais se desenvolvem no Brasil na atualidade, entra em cena para proporcionar diagnósticos com maior qualidade em um menor tempo de confecção. O grande mérito aqui fica por conta da metodologia e da infraestrutura montada para elaborar diagnósticos mais precisos.

caso clinico telemedicina

 

Como a telerradiologia funciona?

O sistema de telerradiologia permite que mesmo clínicas com menos recursos e localizadas em regiões mais distantes do país tenham acesso a laudos técnicos com agilidade e sem a necessidade de investir grandes quantias. Aliás, um dos pontos fortes desse sistema é a capacidade que ele tem de reduzir custos na empresa, permitindo ampliação na demanda de atendimento sem que haja perda de qualidade.

A economia começa com o fato que deixa de ser necessária a manutenção de servidores físicos para as imagens, equipamentos que muitas vezes precisam de uma sala climatizada e pessoal de manutenção dedicado a eles. Além disso, licenças de softwares de segurança utilizados nos procedimentos também saem da conta, uma vez que todo esse aparato passa a ser responsável da central de radiologia que vai assumir os laudos.

Os exames clínicos seguem sendo feitos da mesma forma, mas ao invés de salvar as imagens em um servidor local, o responsável por ele as envia para uma central de telerradiologia, via internet. Na central, dezenas de profissionais especializados estarão de prontidão para se debruçar sobre as imagens e entregar um laudo preciso no menor tempo possível. Na maioria dos casos, no mesmo dia ou até mesmo em menos de uma hora.

 

Laudos feitos por especialistas

Diferente do que acontece em clínicas e hospitais, os laudos em uma central de telerradiologia como a DiagRad são feitos por especialistas e não por profissionais mais generalistas. Dessa forma, por exemplo, um médico especializado em exames de cabeça e pescoço tem mais chances de encontrar anomalias em imagens do que alguém que pode não estar tão familiarizado com o tema.

Essa característica de dividir o quadro de especialistas em “subespecialistas”, faz com que seja possível obter diagnósticos como esse do caso acima, com precisão e qualidade e em um menor tempo. Com a adoção dessa metodologia, cai também o índice de refação, ou seja, aqueles exames que precisam ser refeitos pelo fato de os resultados não serem esclarecedores o suficiente.

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