Portugal adere à telemedicina para aperfeiçoar seus diagnósticos

País europeu investe cada vez mais nos benefícios dessa metodologia de diagnóstico

A telerradiologia está ganhando cada vez mais espaço. Você já deve ter se acostumado a ler por aqui as últimas novidades relacionadas aos benefícios do uso da metodologia da telerradiologia por parte de clínicas e hospitais. Trata-se de uma tecnologia em franca expansão no Brasil e que agora está ganhando mais espaço na Europa.

A telerradiologia é uma das variantes da telemedicina, técnica que ganhou espaço primeiro no mercado norte-americano. Por lá, hoje é comum que a maioria das clínicas e hospitais já utilizem os serviços de telerradiologia como um diferencial para os seus clientes. Por meio dos laudos a distância é possível obter resultados com melhor qualidade e com entrega mais rápida, este último um fator bastante procurado pelos estadunidenses.

No Brasil essa metodologia vem sendo cada vez mais adotada por clínicas e hospitais especialmente pela redução de custos que envolve o processo. Basicamente, qualquer estabelecimento de saúde com internet banda larga está apto a migrar para a telerradiologia em questão de poucos dias.

globo estetoscópio rede telerradiologia

 

Agora é a vez de Portugal aderir a telemedicina

Se nos Estados Unidos podemos dizer que a telerradiologia já está consolidada e no Brasil ela cresce a passos largos, chegou a vez de Portugal investir também nessa metodologia. De acordo com o Ministro da Saúde de Portugal, Adalberto Campos Fernandes, a telemedicina é algo “irreversível” e prometeu apoio irrestrito do governo para que ela se desenvolva no país.

Pacientes que recebem atendimento em cínicas especializadas ligadas ao Serviço Nacional de Saúde também estão tendo a oportunidade de conferir de perto as possibilidades que a telemedicina e a telerradiologia trazem. Em outras palavras, a iniciativa está migrando do setor privado para o setor público, numa prova de que o formato caminha para a consolidação definitiva.

Benefícios da telemedicina

Quem explica alguns detalhes do que está sendo implantado em Portugal é o técnico de diagnóstico e terapêutica João Tiago Pereira. Em entrevista ao site português Notícia ao Minuto ele destacou que se trata de um procedimento que permite a detecção precoce de doenças, antecipando o tratamento. Assim, ao invés de procurar auxílio somente quando está doente – o que acaba recaindo sobre os setores de urgência – o paciente pode buscar com mais tranquilidade o auxílio médico.

No caso de Portugal, todos os dias os doentes fazem uma medição, sempre no mesmo horário, para registro de dados como temperatura corporal, pressão arterial, oximetria e pedometria. Esses dados obtidos são enviados via Bluetooth para o smartphone, para o PC ou para o tablet do paciente e, posteriormente, enviados para uma espécie de call center clínico.

Nessa central de telemedicina, a gestão dos dados é feita em tempo real. Caso alguma falha seja percebida ou mesmo os dados não sejam recebidos, técnicos entram em contato com o paciente para descobrir os motivos pelos quais as informações não chegaram. Da mesma forma, quando os dados recebidos indicam alguma coisa fora do normal, um alerta é emitido. Esse procedimento pode agilizar o encaminhamento do paciente para um hospital, se necessário.

Médico no computador com exame radiológico

Maior conhecimento sobre as doenças

Não é apenas a prevenção que se beneficia da tecnologia. Aqueles que se dedicam a estudar as causas e as consequências de uma determinada doença também veem muitas vantagens nessa metodologia. Essa característica poupa tempo dos médicos, por exemplo, uma vez que tudo o que eles precisam fazer é ler e interpretar os gráficos relativos à saúde do paciente nos últimos dias antes de prosseguir com a análise ou com exames mais detalhados.

O ministro português defende que por conta disso, há menos custos com idas aos setores de urgência, diminuindo também as necessidades de internamento. Como a prevenção segue sendo um fator importante na saúde, quanto mais precavido o paciente for, maiores são as chances de que ele jamais precise recorrer ao setor de urgência de um hospital.

Resistência existe, mas é tímida

O uso de informações como essa é uma ferramenta extra a ser considerada pelos médicos, mas muitos ainda não veem as coisas dessa forma. Segundo Pereira, alguns profissionais demonstram uma certa resistência a adotar essas técnicas, temendo que de alguma forma ela possa substituí-los em um futuro próximo.

Entretanto, nada poderia estar mais distante da realidade. Como ferramentas que são elas permitem facilitar a captura dos dados e disponibilizá-los de uma forma mais acessível tanto para o médico quanto para o paciente. Contudo, a correta interpretação desses dados bem como a prescrição de tratamentos e medicamentos ainda é uma exclusividade do profissional de medicina.

Ao longo de sete meses de acompanhamento, foram realizados pelo menos cinco projetos-piloto em Portugal voltados para a área de doenças respiratórias. Durante o período em questão, houve uma redução significativa no número de urgências e nas hospitalizações: cerca de 60% de queda. Outro índice que conhece redução foi o do número de dias de internamento, cuja média caiu de 276 dias para 105 dias.

Diagnósticos mais precisos

Quanto mais informações um médico tiver em mãos antes de tomar uma decisão, maiores são as chances de que essa decisão seja correta. Por isso, é cada vez mais importante munir esses profissionais com informações de qualidade e que possam auxiliá-lo a compor um cenário mais preciso. Novamente, não se trata, de forma alguma, de substituir os profissionais pelas máquinas, mas sim fazer com que elas possam trabalhar em parceria com eles, visando ampliar a prevenção e reduzir a incidência de casos de doenças.

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