Países das Américas usam novas tecnologias na Saúde

Segundo a pesquisa, a aprendizagem online para a formação de profissionais de saúde é utilizada em quase 100% dos países pesquisados. 95% deles,  disseram utilizar telerradiologia; 75%, redes sociais na saúde; 58% monitoramento de pacientes à distância; e 58%, serviços de saúde por dispositivos móveis. Outros 84% afirmaram contar com estratégias de sistemas nacionais de informação em saúde. Confira quais são estes países neste artigo. 

Como os países estão utilizando novas tecnologias de saúde

Nova pesquisa divulgada pela Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) mostrou que vários países das Américas estão aproveitando as novas tecnologias da informação e da comunicação no setor de saúde, mas ainda resta muito a ser feito para expandir seu uso e alcançar seu máximo potencial.

Nova pesquisa divulgada na terça-feira pela Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) mostrou que vários países das Américas estão aproveitando as novas tecnologias da informação e da comunicação no setor de saúde, mas ainda resta muito a ser feito para expandir seu uso e alcançar seu máximo potencial.

“Durante os últimos anos, a saúde eletrônica se desenvolveu de forma intensa, e seu uso está modificando profundamente o atendimento em saúde”, disse Francisco Becerra, subdiretor da OPAS/OMS. No entanto, completou: “podemos aproveitar ainda mais o leque de oportunidades representadas por essas tecnologias para melhorar o atendimento, a saúde e salvar vidas”.

O relatório “A saúde eletrônica na região das Américas: derrubando as barreiras na implementação” reúne resultados da terceira pesquisa global de saúde eletrônica da OMS realizada nas Américas, envolvendo 19 dos 38 países da região.

 

Relatório sobre a Saúde Eletrônico na Região das Américas

Foram oito temas consultados, desde registros eletrônicos, atendimento de saúde por dispositivos móveis, até a capacitação de pessoal de saúde por meio de aprendizagem virtual, marcos legais para a saúde eletrônica, o uso das redes sociais e dos dados em grande escala (Big Data).

O relatório examinou a situação do atendimento eletrônico e seu papel na promoção da cobertura de saúde universal, uma meta estabelecida pelos Estados-membros da OPAS para que todas as pessoas tenham acesso aos serviços de saúde que necessitarem, com qualidade e sem ônus financeiro. Segundo a pesquisa, a aprendizagem online para a formação de profissionais de saúde é utilizada em até 95% dos países pesquisados.

Noventa por cento deles disseram utilizar telerradiologia;  75%, redes sociais na saúde; 58% monitoramento de pacientes à distância; e 58%, serviços de saúde por dispositivos móveis. Outros 84% afirmaram contar com estratégias de sistemas nacionais de informação em saúde.

Os sistemas nacionais de registros digitais em saúde são utilizados em mais da metade dos países que responderam a pesquisa (53%). No entanto, outras práticas como a telepatologia (42%), telesaúde (37%) ou os usos do Big Data em saúde (32%) apresentam percentuais inferiores de implementação.

“O grande desafio é garantir a sustentabilidade e continuidade desse tipo de iniciativas — cujos benefícios começam a ser percebidos até 15 anos depois e, para isso, é fundamental favorecer o desenvolvimento de evidências científicas para conscientizar os tomadores de decisão sobre a importância de se investir na saúde eletrônica”, disse David Novillo-Ortiz, coordenador do Programa Regional de Saúde Eletrônica da OPAS/OMS.

 

Disparidade no uso das práticas de saúde eletrônica

Para fazer frente a essa disparidade no uso das práticas de saúde eletrônica entre os países da região, o relatório da OPAS recomenda maior apoio institucional para a criação de políticas ou estratégias nacionais sobre o tema, já que apenas 61% dos países da amostra dispõem de uma política ou estratégia nacional nesse âmbito, percentual inferior a 78% dos países região que disseram dispor de uma política ou estratégia nacional para uma cobertura universal de saúde.

O relatório também pede o fortalecimento da cobertura legal para apoiar os registros eletrônicos em saúde, já que atualmente apenas 26% dos países da amostra dispõem de legislação específica sobre o tema. A situação se repete nas práticas de saúde móvel onde 74% dos pesquisados disseram não dispor de nenhuma entidade que supervisione o setor para garantir sua qualidade, segurança e confiabilidade. Além disso, 73,7% dos Estados-membros informaram que os indivíduos e as comunidades estão utilizando as redes sociais para aprender mais sobre os problemas de saúde.

Por outro lado, o relatório pede o estabelecimento de uma política ou estratégia nacional sobre o uso das redes sociais nas profissões de saúde e uma regulação para o uso do Big Data na saúde, algo que atualmente é feito por apenas 21% e 11% dos países consultados, respectivamente.

Quais países participaram da pesquisa?

Os países que responderam a pesquisa foram Argentina, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, El Salvador, Estados Unidos, Guatemala, Honduras, Jamaica, México, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Trinidad e Tabago, e Uruguai. O relatório mostrou os progressos alcançados pelos países da região em meio à estratégia e plano de ação em saúde eletrônica da OPAS, e foi apresentado no fim de setembro durante o 55º Conselho Diretor da OPAS/OMS.

 

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