Dormir é importante para quem tem problemas de coração

Quanto tempo precisamos dormir? Estudo revela que a falta de sono pode ter relação direta com o surgimento de problemas cardíacos

Quantas horas você costuma dormir por noite? Se o seu sono não anda em dia, saiba que talvez você esteja mais propenso a desenvolver algum problema no coração. Ao menos é isso que indica um estudo publicado pelo Journal of the American Heart Association em maio deste ano. Segundo a pesquisa, a falta de sono está associada a um risco maior de morte.

O estudo tem a sua importância pelo fato de esta ser a primeira vez que se mede a duração do sono em um laboratório, e não por meio de relatos dos pacientes. Além disso, segundo o grupo de pesquisadores, essa também é a primeira vez que impacto da duração do sono é associado ao risco de morte.

Problemas no coração como consequência

A pesquisa foi conduzida por Julio Fernandez-Mendoza, psicólogo do Sleep Research and Treatment Center da Penn State’s Milton S. Hershey Medical Center, nos Estados Unidos. Ele e sua equipe selecionaram aleatoriamente um grupo de 1.344 adultos, com idade de média de 49 anos, que concordaram em passar uma noite em um Laboratório de Sono.

A partir dos resultados dos testes, ao menos 39% dos pacientes demonstraram ter ao menos três dos fatores de risco que, quando combinados, são conhecidos como síndrome metabólica. São eles: Índice de Massa Corporal (IMC) maior de que 30; colesterol elevado e pressão sanguínea acima dos limites considerados normais.

Seis horas de sono é muito pouco?

Embora a quantidade de horas que uma pessoa precise dormir varie muito, em geral aponta-se para um média entre seis e oito horas como o parâmetro mais aceitável. No caso da pesquisa, concluiu-se que com menos de seis horas por noite aumentaram os riscos de morte em pacientes com síndrome metabólica.

Durante o período de acompanhamento dos resultados – que levou 16,6 anos – pelo menos 22% dos participantes morreram. Já no caso dos pacientes com síndrome metabólica e que, ao longo do estudo, dormiram mais do que seis horas por noite, os fatores de risco se mostraram até 1,49 vezes nos propensos a aparecer e resultar em morte por acidente vascular cerebral ou problemas de coração.

“Se você tem vários fatores de risco de doença cardíaca, cuide do seu sono e procure um médico se você apresenta insônia seguidas vezes ou tem problemas para dormir. Controlar essa questão é importante se você quer reduzir o risco de morte por doença cardíaca ou acidente vascular cerebral”, explica Mendoza.


Revendo as observações em laboratório

Ainda segundo o pesquisador, em geral os laboratórios do sono são utilizados para descartar apneia do sono. Entretanto, as análises deveriam ir além e também deveria ser observado se há ou não uma quantidade de sono suficiente nos pacientes. Uma vez que se pode associar a falta de sono a um risco maior de doenças cardíacas, a análise desse item merece uma atenção especial.

Apesar de o estudo ser pioneiro no gênero, Mendoza descarta que possa ser feita uma análise do tipo “causa-e-efeito” a partir dos dados coletados. O estudo em questão foi mais observacional, mas ainda assim é possível estabelecer relações entre os dois fatores. A situação se torna mais grave no caso dos pacientes que se enquadrem nos casos de síndrome metabólica.

Mendoza defende ainda que mais estudos como esse sejam feitos no futuro. “Ensaios clínicos futuros são necessários para definir se alongando o sono, em combinação com a redução da pressão arterial e dos níveis de glicose, melhora o prognóstico das pessoas com síndrome metabólica”, conclui.


A importância da realização de exames frequentes

Pesquisas como essa mostram que a observação é ainda um dos fatores mais importantes na área de medicina. É somente por meio dos estudos de caso e dos cruzamentos das informações de um paciente com as de outros grupos que podemos estabelecer certas relações e padrões, de forma a identificar quais comportamentos podem ser mais nocivos para o organismo ou não.

Do ponto de vista de um paciente, a importância maior em cuidar da sua saúde não deve se reduzir apenas à manutenção de hábitos de vida mais saudáveis. Uma boa alimentação, prática de exercícios, boas noites de sono e exposição menor a situações de estresse são fundamentais, mas fazer exames regulares para checar a sua saúde podem ser uma excelente forma de prevenção.

Dessa forma, recomenda-se que ao menos uma vez por ano você procure a orientação de um médico para fazer um check-up completo. Graças a metodologias de trabalho mais atualizadas, como a telerradiologia, hoje é possível obter a maioria dos resultados de exames em apenas 24 horas, o que proporciona uma maior agilidade ao tratamento, se necessário.

Na dúvida, procure sempre auxílio

Ainda existem muitas pessoas que evitam os médicos ou só os procuram quando já se encontram doentes. Muito desse receio se deve ao fato de que os procedimentos, tanto para a marcação de exames quanto para a espera dos resultados deles, costumavam ser bastante demorados. Muitas vezes, entre a primeira consulta no médico e a consulta de retorno, com os resultados dos exames, se passavam até três meses.

Com a telerradiologia e os envios de laudos de exames a distância, cenários como esses são cada vez mais raros. A ideia é que todos os procedimentos, entre consultas e exames, não levem mais do que duas semanas. Assim, caso seja constatado algum problema, quanto antes for dado início ao tratamento, maiores são as chances de se obter melhores resultados.

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