Outubro Rosa: Previna-se Contra o Câncer de Mama

Campanha alerta para os riscos relacionados à doença e ressalta a importância do diagnóstico precoce como principal diferencial no tratamento

Durante todo o mês de outubro você verá diversos veículos de comunicação focando as suas atenções no chamado “Outubro Rosa”, campanha de prevenção ao câncer de mama. A iniciativa surgiu na década de 90, nos Estados Unidos, e posteriormente se difundiu em diversos outros países.

No Brasil, a iniciativa teve início em 2002, em São Paulo, e posteriormente se espalhou por todo o país. Hoje, trata-se de uma das mais importantes campanhas de prevenção desenvolvidas no país, alertando para a importância do autoexame e também da busca pelos exames complementares que possam garantir um diagnóstico precoce em caso de doença.

Números pouco animadores

De acordo com dados do Inca (Instituto Nacional do Câncer), somente em 2016 foram registrados cerca de 57 mil casos de câncer de mama entre as mulheres em todo o Brasil.

Esse número coloca a doença como a segunda mais grave entre as brasileiras, perdendo apenas para o câncer de pele. Ainda que raros, há casos registrados também entre os homens.

Pelo fato de não apresentar sintomas em sua fase inicial, muitas mulheres acabam se dando conta que possuem um tumor maligno quando o quadro está mais avançado, o que diminui as chances de cura.

Se combatido desde o início, segundo os especialistas, as chances de cura passam de 95%, um índice considerado satisfatório diante da gravidade da doença.

A Agência Internacional para a Pesquisa do Câncer, da Organização Mundial da Saúde, estima ainda que um entre cada 4 casos de câncer que afetam as mulheres sejam câncer de mama.

Até 2012, ano em que a OMS publicou os dados mais recentes que se tem sobre o assunto, a estimativa é que 1,6 milhão de mulheres já tivessem sido vítimas da doença.

Formas de prevenir o câncer de mama

Há diversas formas de se prevenir os casos de câncer de mama, mas essa não é uma ciência exata. Portanto, mesmo com todos os cuidados, ainda é possível que as pacientes sejam acometidas por algum caso – embora com chances menores.

As formas de prevenção incluem controle de peso, alimentação saudável e evitar o excesso de bebidas alcoólicas.

Em casa, as mulheres devem frequentemente recorrer ao autoexame. Uma pesquisa do Inca de 2016 apontou que 66,2% dos casos da doença descobertos foram percebidos, primeiramente, durante o autoexame, o que ressalta a sua importância.

O maior índice de casos acomete as mulheres acima dos 40 anos, mas nesse caso é recomendado que mulheres de qualquer idade tomem essa precaução.

Sintomas iniciais

mamografia

Como já mencionamos, o início do câncer de mama é bastante silencioso, mas alguns pequenos sinais podem ser um indicativo de que alguma coisa não está de acordo.

No caso do autoexame da mama, ao apalpar os seios as mulheres podem notar a presença de alguns nódulos em partes da mama. Ao menor indício, um médico deverá ser consultado para que ele possa encaminhar a paciente para a realização de exames.

Outros sintomas incluem secreção com sangue pelo mamilo e alterações na forma e na textura do mamilo ou da mama.

Após a consulta médica inicial, a recomendação é que a paciente faça o exame de mamografia, uma radiologia que poderá indicar de forma exata se existe algo de errado ou não. Caso o laudo seja positivo, o estágio da doença é que vai indicar a forma necessária de tratamento.

Tratamento depende de uma série de fatores

radioterapia

O câncer é conhecido por ser uma das doenças que requer tratamentos mais agressivos para os pacientes. Entretanto, no caso do câncer de mama, o diagnóstico precoce é um diferencial bastante significativo. O tratamento em si vai depender do estágio da doença. As opções incluem quimioterapia, radioterapia ou mesmo cirurgia.

A maioria dos casos não chega a necessitar de quimioterapia. Pelo menos 70% dos casos podem ser resolvidos com radioterapia ou cirurgia.

Além disso, tratamentos anti-hormonais são outro complemento importante no processo. Se nos casos em que o diagnóstico precoce é possível o índice de cura chega a 95%, quando não há acompanhamento as chances de sobrevivência são reduzidas para valores entre 40% e 50%.

Mulheres mais novas também devem fazer exames

mamografia

Antigamente a recomendação para o autoexame se aplicava apenas às mulheres acima dos 40 anos. Porém, nos últimos anos os médicos têm notado uma incidência cada vez maior de casos entre pacientes mais jovens. Dessa forma, a partir dos 30 anos de idade, a recomendação é que todas as mulheres já iniciem o autoexame.

Já a mamografia pode ser feita apenas se houver algum indício dos sintomas que descrevemos acima, nos casos das mulheres abaixo dos 40 anos. Após essa idade, a recomendação é que a mamografia seja realizada ao menos uma vez por ano.

Trata-se de um exame rápido e indolor e cujos resultados podem ser disponibilizados em menos de 24 horas por meio da telerradiologia.

Ainda como um último alerta, há uma percepção de que a doença está relacionada a casos de obesidade e sedentarismo. Ou seja, pacientes com essas características têm maior propensão a serem vítimas de câncer de mama, o que não exclui, de forma alguma, as outras mulheres.

Contudo, se esses dois itens forem comuns aos seus hábitos de vida, é importante redobrar a atenção e procurar um médico para se certificar de qualquer desconfiança que possa surgir no dia a dia.

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