Avanço da telemedicina: Brasil ganha 530km de redes ópticas para aperfeiçoar a transmissão de dados

Entenda como esse investimento em infraestrutura é fundamental para que tecnologias como a telerradiologia avance no país

Sempre que a indústria desenvolve alguma novidade, inicialmente, ela fica restrita aos países desenvolvidos pelo simples fato que eles já contam com a infraestrutura necessária para recebê-la.

Assim, se nos Estados Unidos for lançada uma tecnologia superior ao 4G esta deve demorar um pouco até chegar por aqui, pelo fato de que ainda estamos nos preparando para o 4G em algumas regiões do país.

Apesar disso, nos últimos anos, o Brasil se viu diante de grandes avanços no mundo da tecnologia. Os investimentos realizados pelas operadoras de telefonia fizeram com que a internet banda larga fosse levada a um maior número de localidades do país.

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Mais ainda, os custos operacionais foram reduzidos, de forma que o acesso à internet se tornou mais democrático. Obviamente ainda há muito a ser feito, mas não podemos negar que esse é um bom sinal e que há avanços.

E, para permitir que as redes continuem o seu processo de expansão, novos investimentos se mostram necessários a cada dia. Esse é justamente o caso do projeto Amazônia Conectada, que chega agora à sua terceira fase.

Redes ópticas fluviais

A ideia por trás do projeto Amazônia Conectada é levar os benefícios da conexão de banda larga ao interior do Amazonas, melhorando as telecomunicações no estado.
Com investimento de diversos parceiros, o projeto chega à sua terceira fase implantando mais de 530 quilômetros de fibras ópticas ao longo dos rios Negro e Solimões.

Os benefícios devem chegar diretamente às cidades de Manaus, a capital do estado, Novo Airão, Manacapuru e Coari. Para se ter uma ideia, uma das empresas que atua no projeto, a Padtec, pretende iluminar um total de 3,6 mil quilômetros de redes ópticas fluviais no estado.

“O programa vai atender mais de 7,5 milhões de habitantes, oferecendo serviços de internet e conexão de alta velocidade para aplicações como a telemedicina e o ensino a distância”, explica Decílio de Medeiros Sales, Coordenador Geral do Programa Amazônia Conectada.

“Além disso, deverá conectar diversos órgãos nas áreas de saúde, segurança pública, trânsito e turismo e, ainda, contribuir com as ações do governo federal já desenvolvidas com a expansão
da banda larga na Região Amazônica”, completa.

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Um avanço para a telemedicina

Em linhas gerais, o principal requisito para a implantação da telemedicina no Brasil em um número cada vez maior de localidades está condicionado à ampliação da infraestrutura de
telecomunicações no Brasil.

Esse sistema é extremamente dependente de conexões de boa qualidade, e quanto mais iniciativas forem desenvolvidas nesse sentido, maiores são as oportunidades de expansão. No caso da telerradiologia, especificamente, nas regiões do país que podem ser consideradas mais desenvolvidas – como é o caso do Sul e do Sudeste – a procura por esse tipo de serviço não para de crescer.

É cada vez maior o número de empresas que busca nos laudos a distância, uma forma de aumentar a agilidade do trabalho ao mesmo tempo em que reduzem os custos e entregam um serviço de melhor qualidade para os seus clientes. A falta de infraestrutura em alguns pontos do Brasil é ainda o principal fator limitador para que a telerradiologia deixe de se desenvolver em uma velocidade ainda maior.

Em contrapartida, é justamente nas regiões mais afastadas do país que podem residir os maiores benefícios dos laudos a distância, uma vez que nessas localidades há menos técnicos e médicos disponíveis e o acesso aos serviços de saúde costuma ser mais limitado.

Fibra óptica: um futuro promissor

As redes de fibra óptica são voltadas especialmente para a melhoria nas conexões de internet banda larga. Com elas, há garantia de maior velocidade e possibilidade de que um maior
número de pessoas tenha acesso aos recursos que apenas a internet de alta velocidade é capaz de proporcionar.

Assim como a telemedicina, a educação a distância também se beneficia de forma significativa com ela. Para as empresas de telerradiologia, esse é um sinal de que ainda há muito espaço para
crescer. Hoje, existe uma grande parcela de clínicas e hospitais brasileiros que gostariam de contar com serviços como esse, mas que não o fazem justamente pelo fato de a infraestrutura técnica da região onde estão inseridos não permitir, ainda, que os resultados finais sejam satisfatórios.

Benefícios para todos

A quantidades de benefícios trazidos para todos os envolvidos com a telerradiologia é enorme. Diretamente, clínicas e hospitais são beneficiados com a redução de custos operacionais, uma
vez que a telerradiologia significa menos investimento em softwares e servidores para armazenamento de imagens.

Em muitos casos, há ainda redução de pessoal e o custo unitário por exame que diminui. Do ponto de vista do paciente, há dois benefícios bastante significativos. O primeiro deles é a
agilidade dos processos. Em linhas gerais, os exames laudados a partir de uma central de telerradiologia têm os seus resultados disponibilizados em no máximo 24 horas, contra dias e
até mesmo semanas de espera pelos laudos obtidos pelos meios mais tradicionais.

Some a isso o fato de que os exames laudados via telerradiologia são analisados sempre por especialistas de uma determinada subárea, o que garante resultados mais precisos e maior
qualidade no laudo final.

Por fim, ganham ainda os médicos que, com laudos mais confiáveis e recebidos de forma mais rápida, podem prescrever o tratamento correto aos seus pacientes, aumentando as chances de eficácia nos resultados.

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