Erros cometidos ao realizar um encefalograma: livre-se deles

Conheça os principais erros relacionados com a realização do EEG normal e como eles podem ser evitados!

O encefalograma, também conhecido como EEG normal, é um exame diagnóstico que auxilia em investigações neurológicas e psicológicas ao captar e registrar a atividade elétrica do cérebro. Dessa forma, o procedimento é muito comum em diversas investigações médicas.

Para um correto diagnóstico, entretanto, é essencial que o EEG normal seja realizado corretamente e também que a leitura do exame seja correta. Portanto, erros podem acontecer na realização do exame de encefalograma que prejudicam o encaminhamento do caso.

Devido às falhas humanas relacionadas ao atendimento médico, é importante que profissionais da área reconheçam os erros mais comuns e atuem no sentido de evitá-los. Saiba mais a seguir.

3 erros comuns no EEG normal

Ainda que seja um exame muito comum e menos complexo do que algumas investigações, como a medicina nuclear, o EEG normal está suscetível a erros humanos na realização do exame que comprometem os resultados e podem resultar em problemas graves no encaminhamento do paciente.

A seguir conheça três erros recorrentes na realização do encefalograma e saiba como eles podem ser evitados e minimizados.

1. Confusão dos sintomas de epilepsia

A epilepsia é uma doença de difícil diagnóstico e ele pode ser ainda mais complicado quando os procedimentos não são executados como deveriam. Em um estudo retrospectivo da doença identificou-se que 25% dos diagnósticos eram equivocados.

Em geral, a epilepsia é confundida com doenças como as síncopes e as convulsões não epilépticas, mas também podem dificultar o diagnóstico quadros de migrânea, transtornos do dono e distúrbios paroxísticos do movimento.

Entre os motivos frequentes de erros no diagnóstico de epilepsia está uma consideração excessiva do exame de encefalograma, leitura equivocada de variações normais, posicionamento dos eletrodos no momento do exame e anamnese incompleta.

Para evitar essas situações, os profissionais de saúde devem ter uma atenção ao estado do paciente antes de realizar o exame e também no correto posicionamento dele e dos eletrodos. A avaliação do exame e emissão do laudo, por sua vez, deve ser feita por médicos especializados, minimizando as chances de erros.

2. Falha ao interpretar casos de depressão e demência

Medico analisando ficha

Principalmente em investigações envolvendo pacientes idosos é comum um erro grave na leitura do EEG normal que resulta na confusão entre depressão tardia e demência.

Quando a depressão tardia está associada a problemas cognitivos ela é chamada de pseudodemência. A dificuldade na diferenciação do exame se deve ao fato de que a depressão tardia pode resultar no risco aumentado de demência.

Por sua vez, as doenças neurodegenerativa, como o mal de Alzheimer, elevam os riscos do paciente apresentar sintomas de depressão. O quadro depressivo é identificado em 10% dos pacientes diagnosticados com Alzheimer.

Portanto, devido à recorrência de quadros de depressão tardia e demência conjuntamente pode ocorrer a confusão no diagnóstico da condição.

Para minimizar os erros é importante que o diagnóstico seja embasado pelo EEG normal e outros exames de imagem se necessário, por testes neuropsicológicos e pelo histórico clínico do paciente.

3. Erros no preparo do paciente

Outro erro comum que pode interferir nos resultados do encefalograma consiste no preparo inadequado do paciente e não identificação desse problema antes da condução do exame. Entre os fatores que podem alterar o resultado do EEG destacam-se:

  • ter feito uso de medicamentos que alteram as funções cerebrais, como antidepressivos, estimulantes e anticonvulsivos;
  • fazer o exame em jejum;
  • realizar atividades físicas em excesso antes do exame;
  • ter uma infecção ou inflamação ativa no couro cabeludo;
  • estar com o couro cabeludo sujo, oleoso ou com produtos no momento do exame;
  • estar com a temperatura corporal abaixo do ideal, como quando se está com frio;
  • consumir álcool ou outras drogas antes do exame;
  • fazer uso de alimentos ou bebidas estimulantes, como a cafeína.

Portanto, o paciente deve atentar-se a esses fatores antes de se submeter a um EEG, no entanto, a equipe médica responsável pelo exame também deve questionar esses quesitos previamente.

Veja também: Exames de Eletroencefalograma: a importância de um diagnóstico rápido

Como minimizar os erros de diagnóstico?

Apesar dos erros médicos serem mais comuns do que se espera, a equipe médica e gerencial da clínica e do hospital podem adotar soluções que minimizem essas ocorrências, tornando o atendimento médico mais efetivo e diminuindo erros relacionados ao EEG normal e outros exames.

Qualificação técnica da equipe

Uma das formas de minimizar os erros de diagnóstico é qualificar a equipe de atendimento aos pacientes e realização dos exames de imagem. A enfermeira responsável pelo atendimento, por exemplo, deve questionar o paciente sobre os preparativos para o exame.

Por sua vez, o técnico responsável pela condução do exame deve ser qualificado para operar o aparelho de EEG e, ao mesmo tempo, lidar com o paciente e acalmá-lo.

Manutenção dos equipamentos

Há uma redução dos erros de diagnóstico quando os equipamentos usados para realização do EEG, transferência dos arquivos digitais e leitura passam adequadamente por manutenção.

Ela deve ser periódica, conforme indicação do fabricante e o uso deve ser regular, dentro dos padrões estabelecidos.

Telerradiologia

Para reduzir os erros na leitura dos exames e, consequentemente, nos diagnósticos, é recomendado optar pela telerradiologia. A solução consiste na emissão dos laudos a distância, em uma parceira especializada.

Essa parceria conta com uma equipe especializada em cada tipo de exame, aumentando a qualidade da leitura e interpretação dos exames. Além disso, a equipe considera dados clínicos do paciente, o que melhora as chances de um diagnóstico correto.

Portanto, apesar dos erros comuns no EEG normal, diversas estratégias podem ser desenvolvidas pelas instituições de saúde para minimizar essas ocorrências e tornar o exame mais eficaz e seguro.
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