Caso Clínico de Meduloblastoma Infantil

Caso clínico de Meduloblastoma Infantil

O seguinte caso trata-se de um meduloblastoma infantil,  um tumor cerebral maligno em criança de 7 anos, do sexo masculino, que deu entrada no Pronto-Socorro com quadro de ataxia e cefaleia, sem outras comorbidades.

Este caso não é considerado comum e demanda certa urgência em se obter um laudo radiológico preciso para que seja possível o tratamento imediato.

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Particularidades do Laudo de meduloblastoma

O teor das imagens obtidas para diagnóstico de meduloblastoma infantil apresentou os seguintes aspectos que merecem destaque:

  • Formação expansiva centrada no vérmis cerebelar, de limites definidos, que se insinua para o IV ventrículo. Esta lesão demonstra hipo/isossinal em relação ao córtex nas sequências ponderadas em T2 com algumas imagens císticas de permeio.
  • Apresenta realce pelo meio de contraste e importante restrição à difusão.
  • Observa-se obliteração das cisternas pré-pontina e dos ângulos ponto-cerebelares, com hidrocefalia supratentorial.

É sabido que metade dos tumores encefálicos nas crianças se origina na fossa posterior. Nesta localização e faixa etária, devem ser considerados como diagnósticos diferenciais o meduloblastoma, o ependimoma, o astrocitoma pilocítico, o papiloma do plexo coróide, o tumor teratóide/rabdóide atípico ou o glioma de tronco exofítico.

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Diagnóstico do Meduloblastoma Infantil

 

Por conta da sua linhagem celular de PNET caracterizada pela alta relação núcleo-citoplasmática, o meduloblastoma se apresenta como um tumor bastante denso, com hiperatenuação espontânea na TC, hipossinal em T2 e caracteristicamente restrição à difusão.

Na faixa etária infantil, encontra-se geralmente na linha média, crescendo a partir do teto do IV ventrículo. Já em pacientes mais velhos, é mais comum observar casos que acometem os hemisférios cerebelares.

Enquanto o ependimoma apresenta-se com aspecto mais plástico, amoldando-se ao IV ventrículo e estendendo-se pelos forames de Luschka e Magendie, o meduloblastoma costuma apresentar crescimento rápido, promovendo obstrução do IV ventrículo, hidrocefalia e consequentemente cefaléia.

Outro diferencial é com o astrocitoma pilocítico, que mais comumente se apresenta nos hemisférios cerebelares e com aspecto sólido-cístico, fazendo diagnóstico diferencial com os hemangioblastomas na população mais velha.

Um diagnóstico diferencial difícil de se fazer por imagem é com o tumor teratóide/rabdóide atípico, embora este seja mais comum até os três anos, enquanto o meduloblastoma tem seu pico de incidência aos cinco anos, com 75% deles sendo observados abaixo dos 10 anos.

Devido a sua rápida disseminação para o espaço subaracnoideo, sugere-se investigação de todo o neuro eixo, a fim de se pesquisar metástases.

 

Bibliografia:
Koeller and Rushing; From the Archives of the AFIP: Medulloblastoma: A Comprehensive Review with Radiologic-Pathologic Correlation; Radiographics November 2003 23:6 1613-1637; doi:10.1148/rg.236035168

Caso clínico relatado pelo médico Dr. Paulo Kuriki

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