Holandeses criam mamografia sem sofrimento

O novo exame promete ser mais eficaz e menos desconfortável na detecção do câncer de mama, e com grandes chances ainda de beneficiar o exame de próstata, outro exame não muito agradável. Destacamos estes assuntos devido ao foco da prevenção em outubro e novembro.

Novo método para Mamografia

Todos, em especial as mulheres, sabemos que mamografia salva vidas, mas não é a experiência mais agradável do mundo devido ao desconforto do exame (por apertar muito a mama). Recentemente foi anunciado por um grupo de médicos na Universidade Tecnológica de Eindhoven o desenvolvimento de um teste ainda mais eficaz para identificar o câncer de mama e que, de quebra, não funciona como um “espremedor de fruta”.

A mamografia atual aperta os seios entre duas placas e tira chapas de raio-x para tentar “fotografar” possíveis tumores. Nem sempre essa imagem consegue detectar se a formação é maligna ou não e muitos resultados são falsos-positivos. Outro problema do exame é que a exposição a raios-X também pode ser um fator de risco para o câncer.

São esses os pontos fracos que o novo método tenta superar. Em primeiro lugar, as imagens da nova técnica são em 3D ao invés de 2D e os tumores malignos se tornam mais fáceis de identificar. Em segundo lugar, e o que deve ser comemorado pelas pacientes, ele não precisa de nenhum apertão. Basta deitar na maca e deixar o seio livre sobre um equipamento.

 

Substituição do Exame de Toque

Ultrassom de Contraste Dinâmico Específico este é o nome técnico deste novo procedimento e foi inspirado em um outro exame que também muito incomoda os homens: o de próstata. Em uma tentativa de substituir o exame de toque, pesquisadores da mesma universidade desenvolveram um método que injeta microbolhas de ar no paciente. Essas bolhas passeiam pelas veias da próstata e podem ser detectadas pelas ondas de som do exame. Como câncer tende a formar pequenas veias caóticas, dá para saber onde está o tumor e que tamanho ele tem.

O problema é que o seio é maior e com uma textura bem diferente para esse tipo de teste. Por isso, os cientistas precisaram adaptar o método. Eles perceberam que, com as ondas do ultrassom, essas bolinhas vibram duas vezes: uma na mesma frequência do aparelho de ondas sonoras, e outra vez em frequência duplicada.

 

Grande descoberta cientifica

A primeira vibração se confunde com a vibração do corpo, e aí os resultados são inconclusivos. Mas a grande descoberta dos cientistas foi que essa frequência secundária, chamada de “segunda harmonia”, é atrasada pelas bolhas de ar. Essa diferença só é perceptível se você tiver como emitir as ondas de som de um lado e captá-las do outro. Na próstata, isso é impossível. No seio, é extremamente simples.

Os testes clínicos serão iniciados pelos pesquisadores para confirmar se essa vibração secundária consegue, realmente, delinear um mapa detalhado e em 3D dos seios. A estimativa de substituição da mamografia convêncional é de aproximadamente 10 anos. Sim, ainda está longe, mas o lado bom é que existe a esperança concreta do fim do exame atual que é tão desconfortável para as mulheres.

 

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