Caso Clínico de Diplopia Indolor usando a Telerradiologia

A telerradiologia vem proporcionando à medicina muitos avanços, evoluções essas que a até uma década atrás seriam impensáveis. Por meio dela, é possível fazer exames e receber os laudos a distância, sem a necessidade de se investir pesado em uma infraestrutura grandiosa, cheia de servidores e aparatos de segurança.

Em outras palavras, trata-se de uma forma bastante democrática de dar acesso a mais pessoas não apenas a exames como também ao diagnóstico feito por profissionais especializados e com muita capacidade.

Uma das consequências disso é caso clínico de uma paciente feminina, de 22 anos, que sofria de diplopia indolor. Acompanhe os detalhes médicos.

Exame de imagem com laudo a distância

Paciente de 22 anos do sexo feminino relata estar sofrendo com diplopia indolor. No exame de imagem, foi constatada a atrofia dos músculos retos superior, medial e inferior da órbita direita, além de um realce nodular no trajeto do nervo oculomotor direito.

No laudo a distância emitido pela DiagRad, o diagnóstico atribuído à condição da paciente foi de schwannoma no nervo oculomotor.

Os schwannomas são tumores benignos que acometem as células de Schwann, localizadas no sistema nervoso periférico ou central.

Os schwannomas do nervo oculomotor são extremamente raros. Inclusive, até 2015, havia apenas 40 casos dessa patologia registrados na literatura.

Nervo oculomotor

O nervo oculomotor, no caso desta paciente acometido pelo schwannoma, é o III nervo craniano (NC). Em associação com o nervo troclear (IV) e o nervo abduscente (VI), ele inerva a musculatura extrínseca do olho, sendo responsável pela movimentação do globo ocular.

O nervo oculomotor tem origem na face medial do pedúnculo cerebral, entrando na órbita através da fissura orbitária superior.

Quando ocorre paralisia desse nervo, o quadro clínico é manifestado por diplopia com desvio externo do olhar e ptose palpebral.

Em adultos, como é o caso da paciente em questão, as principais causas da paralisia isolada do III NC são isquemia (19% a 49% dos casos), aneurisma (20% a 30% dos casos), traumas (11% a 15% dos casos) e neoplasia (4% a 15% dos casos).

Como diagnósticos diferenciais, consideram-se processos inflamatórios infecciosos e síndrome de Tolosa-Hunt.

Enquanto as isquemias são mais frequentes em pacientes idosos, os aneurismas são mais observados em pacientes jovens (como a paciente atual, de 22 anos), principalmente os aneurismas da artéria comunicante posterior.

Embora a ocorrência do Schwannoma do nervo oculomotor seja bastante rara, é essencial que o radiologista tenha conhecimento sobre esta patologia na avaliação das paralisias do nervo oculomotor.

Qualidade fazendo a diferença

Como você pode acompanhar acima, este é um caso bastante raro e de diagnóstico não tão evidente como a maioria dos que passam pelas mãos dos profissionais de radiologia.

Entretanto, o que mais chama a atenção aqui é o fato de que ele foi diagnosticado em uma central de radiologia, por meio de um laudo feito a distância. E há uma grande vantagem nessa metodologia que você precisa compreender.

O ponto principal é que essas centrais, como é o caso da DiagRad, contam com profissionais especializados para o atendimento por subáreas.

Em outras palavras, ao fazer um laudo de uma tomografia computadorizada, por exemplo, a empresa opta por deixar à disposição das clínicas e hospitais radiologistas especialistas em um determinado tema.

Assim, se o tema é neurorradiologia, por exemplo, um profissional dedicado exclusivamente para esse tipo de exames é que ficará responsável pelo diagnóstico. O mesmo acontece em subespecialidades como cabeça e pescoço, musculoesquelético ou medicina interna (abdome, pelve e tórax).

Dessa forma, as vantagens sobre um laudo regular, feitos por um profissional generalista, são enormes.

No caso clínico acima, considerado bastante raro, um profissional especializado em uma área bastante específica da medicina tem muito mais chances de diagnosticar e proporcionar um laudo correto do que alguém que, por mais que possua experiência, não esteja tão acostumado a casos similares de uma determinada área.

Além disso, mais agilidade e a um custo menor

Se não fosse esse já um motivo suficiente para considerar a telerradiologia ao menos em casos mais complexos, o sistema ainda se mostra mais eficiente do que as radiologias tradicionais pelo simples fato de permitir que os técnicos e médicos radiologistas possam entregar laudos em até 24 horas, sem atrasos.

Essa facilidade faz com que tanto o paciente quanto o médico tenham vantagens no processo. O médico, por um lado, recebe laudos com alto índice de confiabilidade e consegue direcionar o paciente para um eventual tratamento com muito mais segurança.

Já para o paciente, pesa a favor dele o fato de quanto mais cedo o diagnóstico for recebido, maiores são as chances de iniciar um tratamento antecipado e combater alguma enfermidade.

Por fim, hospitais e clínicas têm ainda outra vantagem em suas mãos, que é o fato de que a telerradiologia tem um custo menor para todas as partes envolvidas.

Ou seja, em outras palavras, se você ainda não considerou essa solução para o seu estabelecimento, certamente deveria passar a colocá-la como uma das possibilidades para ampliar a quantidade e qualidade do seu atendimento.

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